Complexo de Diploma




Chamo de complexo de diploma, uma sociedade que caminha para tal.

Vou explicar...

Vejo hoje, como nuca antes, pessoas acreditando que tudo deve ou pode ser dito, classificado, catalogado ou estudado de forma científica ou por determinada profissão ou profissional.

Se um cidadão comum ou formalmente leigo em determinado assunto, que teoricamente compete à determinada profissão, faz algum comentário ou emite uma opinião sobre tal assunto, quase de imediato essa pessoa é quase que ridicularizada e desacreditada.

Com isso o sujeito passa literalmente a crer que és um ser quase sem conhecimento da realidade que vos cerca e é verdadeira.

Crendo-se saber ou podendo atuar nessa realidade apenas o suposto profissional com o diploma respectivo.

Não estou dizendo aqui que um cabeleireiro pode ou deve receitar um remédio controlado ou que uma médica possa ou deva atuar no lugar de um advogado.

Mas,

Digo e reafirmo que o sujeito e cidadão têm o direito de agir por livre escolha e vontade.

O extremo e caricatural disto que afirmo, seria uma pessoa, que para simplesmente dar uma leve caminhada na praia contrata um profissional para lhe ensinar a andar.

Ou o personal pizza. Que lhe ensina como comer uma pizza etc.

Ou o personal beijo, que vai lhe ensinar a beijar corretamente e biomecanicamente. Dois beijinhos pra cá, e três pra lá com o lábio inferior levemente para baixo e tal.


                      Rodrigo Jorge Bucker – Niterói 2013

Dúvida ou Suruba Organizada?





Na sociedade moderna excessivamente, infinitamente, exaustivamente e triplicadamente matriarcal, vemos um rumo demasiado ao suposto organizado.
No esporte podemos comparar os velhos ídolos com alguns atuais por exemplo: Comparando a imagem de Zico, Garrincha ou Pelé etc. com, por exemplo, a de Neymar e seu cabelo muito arrumado, poderemos ter uma ideia do que falo.

Estamos indo muito a fundo numa sociedade literalmente da aparência.

O problema disto é decorrente da troca total dos valores, e justamente uma perversão nada sadia do ser humano.

O jovem passa a ter total certeza, hoje mais do que nunca, que tendo aquele tênis, aquele carro e aquela calça, tudo estará resolvido e justificado em sua vida.
O resultado disso? Jovens problemáticos e sem caráter, violência nas próprias famílias, escolas etc.

A solução que se tem oferecido à população, vai na mesma direção do problema. Que é a psiquiatria amordaçadora e criminosa. Resultado? Aumento de suicídios entre crianças e jovens, assim como crimes terríveis sem a menor explicação lógica. 
E, o cara que pensa, e se recusa a participar disso é mal visto e tido como errado.

É justamente, numa sociedade altamente “castradora”, onde pequenos e normais gestos de rebeldia juvenil são tremendamente “podados” e reprimidos, surgem aí, por outro lado, comportamentos doentios e brutais, até crimes etc. 
É como se o cano de descarga do carro estivesse por uma vida entupido, e quando se abre, ou para se abrir, explode a passagem.

Hoje quando analisamos os grupos de jovens, ou “tribos”, é fácil notarmos uma extremada organização, até justamente no que era para ser jovem e rebelde.

A figura do jovem menino com piercing, tatuagem e um boné quase matematicamente calculado, de modo meio torto na cabeça, é literalmente a imagem do que digo.

Onde foi parar o despojado? Ou o a vontade? Ou mesmo o largado? O rebelde sem causa? Ficaram absolutamente maus vistos e marginalizados. Literalmente confundidos com marginais da pesada.

Acontece que somos seres inteligentes, e os bandidos de verdade também têm inteligência suficiente para se adequarem ao novo sistema e novo “disfarce”.

Francamente...

A fissura do homem por padrões e fórmulas de condutas e suposta felicidade, está levando a sociedade à alienação total. Ninguém mais é ninguém realmente, mas “algo de alguém”, alguém que ditou tal moda ou inventou tal gesto etc.

Sendo assim, cria-se, muito pior do que isso, um modelo social onde ser burro é tudo de bom.

O burro de viseira compra o que lhes mandam.

É uma nova escravatura, onde o escravo realmente não precisa de prisão física, pois já é totalmente e voluntariamente servo.

Enfim...

Torço para um mundo melhor e mais humano.

Quem sabe depois que já tenha sido patriarcal e agora matriarcal, não cheguemos ao ideal do “filhartral”.


                    
                       Rodrigo Jorge Bucker – Niterói 2013

A Mulher que Dorme Com o Espelho Pode Acordar Sozinha




Não é raro ouvir de muitas mulheres que elas se sentem atraídas por homens com um certo mistério ou que não falam muito.

E por que será?

Claro não pode haver respostas em protocolo para isso, mas se refletirmos um pouco veremos que: A mulher, assim como o homem, também é um ser narcísico.

Quando uma mulher sente atração e admiração por um homem calado, charmoso etc., ela no fundo está sentindo atração por sua fantasia e ideal. O homem idealizado por ela aparece diante dos seus olhos quando o de carne e osso está quieto, calado.

Um troglodita pode parecer um intelectual de boca fechada.
Ou um intelectual pode parecer um troglodita de boca fechada também.
Enfim, quem julga pela aparência se dá sempre mal.

As aparências enganam sempre claro, e essa é sempre a confusão do idealizado e sonhado.

É um julgamento aparentemente mais fácil e rápido, o da aparência física, mas sempre enganoso.

Os homens que conhecem isso podem levar um casamento por anos a fio, simplesmente representando para a mulher por toda uma vida.

Bom, a reposta para está pequena, romântica e grande confusão sentimental, é que não há solução definitiva e sempre eficaz. Mas podemos nos permitir errar sem tantos medos, ou temendo tanto o julgamento de terceiros, ou ainda melhor: Aprendermos de uma vez, que a vida humana é sempre um misto de realidade e sonhos, onde simplesmente é impossível separá-los totalmente às claras. E que, portanto, todo ser humano é basicamente sempre um ser alucinante. Um maluco beleza.

E assim podermos ser felizes para sempre.

Feliz dia das mulheres!


                     Rodrigo Jorge Bucker – Niterói 2013

Quando a Discussão é o Ponto




Vejo não só na vida, mas no meio jurídico também o mesmo equívoco.

Tentam muito chegar ao ponto, ao fim, ao suposto concluir e fechar, de modo que se chegue à completude e conclusão total das leis e da vida, ou ainda do próprio ser humano.

Mas o demasiadamente humano impera. Ele é simplesmente maior do que o próprio homem e sua busca pela compreensão total dos fatos.

No direito há sempre de lembrarmos que tudo na vida e na sociedade muda muito e de forma imprevisível.
E justamente aí que muitas vezes derrubamos supostas crenças nos virando novamente à base jurídica e suas leis.

Como toda base na vida, a jurídica, digamos: “muda menos”.

É como se volta e meia precisássemos relembrar que água é água e ponto.
Muito refrigerante...
Talvez.
Mas água é água.

É assim mesmo, com o decorrer dos tempos vão se somando ingredientes às leis.
Mas a água é triunfal. Ao menos enquanto formos seres humanos.

O direito de ir e vir, o direito de liberdade de expressão, o direito à privacidade, o direito alienável do lar etc.
São direitos que se mudados ou corrompidos acabariam com toda a base, justamente base, do próprio direito. Assim, como não pode haver um prédio de pé sem sua boa base e alicerce.

Por isso não é raro pensarmos que a máxima de uma sociedade é justamente a mínima.


                      Rodrigo Jorge Bucker – Niterói 2013

Dr. Carlos Fernando Laterça Barroso



Dr. Carlos Fernando Laterça Barroso

Laterça,
Laquarta,
Laquinta,
Ou Lasexta?

Não importa.
Laterça Barroso,
é um médico que te faz orgulhoso.

Um Grande Doutor,
que ri de qualquer dor.
No sentido de saber,
que a doença faz parte de toda a vida,
e temos que ter sempre paciência.
Nunca perdendo a esperança e fé na boa ciência.

Ciência que serve ao Homem,
por meio de certos Homens.
Que pela frente falam o que pensam,
e nunca nos escondem.

Esse é o Dr. Laterça que conheço.
Um Dr. despojado,
longe de ser engomado.
Mas pode ter certeza que por ele vai ser bem examinado,
e cuidado.
Jamais embotado
ou ludibriado.

Um homem simples,
que sabe que o conhecimento e talento,
são inseparáveis amigos,
do bom humor e sentimento.

Dr. Laterça é clinico e gastro.

Obrigado Dr. Laterça.

Do seu paciente e amigo:


                       Rodrigo Jorge Bucker – Niterói 2013

O Cálice


Ela te dá banho.
Te cuida.
Te leva aonde estuda.
Troca sua blusa.

Troca a sua fralda.
Passa pomada.
Evita a assadura chata.
É uma mulher arrumada.
Crescemos diante essa fada encantada.

O tempo passa...
Se você deixar vai querer fazer também a sua barba.
Passar a sua roupa bem engomada.
Deixar ajeitada.

O tempo avança...
E agora ela briga com a outra.
A que quer roubar-lhe com uma aliança.
O homem sofre.
Mas não pode perder a confiança.

De aliança ou não,
esse rapaz vai ter que seguir...
Correr riscos...
Perigos...
Longe desse abrigo.
Cortar o umbigo.
Deixar o cálice, e tomar o vinho.

É a hora de largar a bóia.
Afogar-se,
pode ser.
Mas só se arriscando,
vai entender.
E ver realmente,
novamente o sol nascer.

Édipo matou o Pai,
Era uma disputa pelo amor da Mãe.
Agora o “Homem Édipo”,
“mata” a Mãe.
E novamente reencontra o seu Pai.
O Pai é o objeto.
O mundo fora do “teto”.
O perigo,
sem tanto abrigo.
Tchau umbigo.
Sou um rapaz destemido.

Na sociedade matriarcal ou em famílias matriarcais,
É como se “Jocasta” matasse “Édipo”.
O trabalho então de Édipo é triplicado.
E, ou ocorre a “castração” dos filhos, ou a formação de 
“Super-Homens”.






                       Rodrigo Jorge Bucker – Niterói 2013

A Ilusão da Compreensão Total


O Homem abita e vê o mundo por meio do "buraco da fechadura".
A tentação de abrir essa “porta”,
e ter a visão finalmente total é tentadora.
Mas sabotadora,
não passa realmente de ilusão.

Se uma formiga se tornasse um gigante,
não mais seria formiga irmão.

Neurociência...
Neurocientistas ou neuróticos?
Aja paciência.
Para tanta pseudociência.
Enfim...
Deixo-os nessa eloqüência.
Que redescubram por si,
até onde pode ir a verdadeira ciência.

Aquele que tenta ir muito longe da fechadura
fica cego tão quanto, o de nenhuma razão.
O caminho do meio nego,
é a única solução.

Há instâncias na vida,
que se possível alcançadas,
acabariam com que justamente o É.
"Dizer tudo é o fim do discurso".
A ciência de tudo é a ciência do nada.
Enrolada...
Ciência de piada.

O último lugar que podemos procurar um homem,
e onde ele está,
é em seu cérebro.
A tentação do controle total...
Surreal.

“Quem anda na cabeça dos outro é piolho”.

A justiça sempre se baseará nos fatos.
Que sempre aí hão de estar.

O “controle” da população,
Só e apenas pode vir da educação.
“Camisa de força química” não!
Prisão não!
Repressão não!
É hora de respeitar o Cidadão!
Prisão é feita para bandido então.

É hora de uma nova revolução.
Diferente e ao contrário da Revolução Francesa.
É hora de tirarmos os homens das indústrias.
E lhes devolver tudo que lhes foi roubado.
Expurgado.
Assassinado.
Embotado.
Esmagado.
Vamos enfim pegar de volta tudo que nos foi roubado 
pelos nobres de colarinho engomado.


Torturados...
Nossos filhos sendo esmagados.

A revolução às avessas.
Que rolem as cabeças.
É hora de tomarmos nosso vinho.
Que foi tingido de sangue.

Batizo essa revolução como a: INVOLUÇÃO.

Um movimento pela educação.

As armas são os teclados.

A munição são as letras.

E os disparos, as palavras cheias de verdades.

Não é utopia.
É o dever nosso de cada dia.

                  
                        Rodrigo Jorge Bucker – Niterói 2013

A Net



Tomei café...

E falei com o fulano lá do outro lado do globo.

Americano...



Fiz uma reunião com um lá do Japão,

e o outro alemão.

Que confusão.

Sou só um brasileiro irmão.



A minha namorada é russa.

Minha amante holandesa.

E a sogra meio japonesa.



Hoje almocei sem mesa.

O almoço foi no Japão.

E por lá se senta no chão.



No jantar comi massa.

Jantei na Itália.

Em um restaurante chique.

Tinha até uísque.



E tudo isso,

de chinelo,

dentro de casa,

de pijama amarelo,

e de frente para o meu computador.

Pena que o ar quebrou

e estava meio calor.




                      Rodrigo Jorge Bucker – Niterói 2013