domingo, 28 de julho de 2013

Esse Papa é Pop


Vejo como mais importante que a definição de uma religião, o conceito que vêm com todas elas.

Que é a consciência do algo a mais que o físico ou mundo material.

Com a evolução da ciência o homem passou a crer que a ciência lhe responderia ou daria conta de tudo.

A ciência só pode dar conta do que é do âmbito e passível de ciência.

“Há muito mais entre o céu e a terra do que pode compreender nossa mera filosofia” (William Shakespeare).

Talvez a maior descoberta de toda História da ciência, seja justamente o seu limite.

Sempre pode haver descobertas cientificas sobre o que até então não era sabido.

Mas, sempre é sabido que não se sabe nada. Mesmo quando pensamos saber.

O homem vive no mundo que pode perceber e entender apenas.

Toda ciência antes de mais nada é apenas foco.

Deus seria então todos os focos.

Impossível de ser compreendido pelos homens.

A ideia da meditação do oriente é justamente não pensar em nada, para se aproximar de Deus.

Com a “mente limpa” seria uma forma análoga de contato com todos os focos.

Como nunca podemos olhar em todas as direções e focos, com a “mente limpa” é uma forma de incorporarmos aos focos.

É a máxima do nada que é igual ao tudo.

A religião, seja qual for, é uma forma de assumirmos essa humildade perante Deus. Nos reposicionando apenas como parte do todo.


                       Rodrigo Jorge Bucker – Niterói 2013

O Demônio de Espartilho Rosa


Quem conhece um pouco de História lembra do mito das bruxas.

Na idade média queimavam as chamadas bruxas.

De fato sabemos que não existem bruxas. Ao menos as de chapéu, vassoura etc.

Mas de espartilho, saia, bolsa etc. existem um monte por aí. Rsrsrs.

Todo mundo pergunta por que o padre não casa.

E a resposta é simplesmente está metáfora.

Existem mulheres e mulheres. Nunca podemos generalizar nada.

Afinal, existem as santas também.

Brincadeiras metafóricas a parte. Os homens passam a vida tentando entender está M toda. Lê-se M de mulher, claro, imagina.

O problema e azar, é que a maioria deles ou nunca entendem ou entendem já velhos demais.

Os homens que não entendem M nenhuma de mulher, passam a vida sendo manipulados por elas. São meros objetos penianos das mesmas.

Estão no caldeirão das “bruxas” e ainda ajudam a mexer a colher.

São petiscos fáceis.

Eu amo metáforas.

Poesia é antes de tudo metáfora.

Então Deus disse: “Que se faça luz!”

Aí o cara foi parido e saiu do útero escuro...

Ganhou um tapa no rabo e quis voltar pra lá correndo...

E aí esse é o dilema humano.

Ao passo que nas sombras pode aparentemente haver sossego e conforto, não há luz nem vida.

É literalmente entre este tapa no rabo (que é o mundo), e a mamãe (que é a caverna), que o ser humano habita.


Se ficar tempo demais na caverna adoece, e se ficar tempo demais no mundo também.

É o que fazemos todos os dias. Vamos na rua e voltamos para casa.

A casa é o conforto, o abrigo. O mundo é a vida, o risco.

Este é o movimento humano.

Podemos ver, que quando criança ou ao ficarmos velhos passamos mais tempo em casa.

Claro que o tempo de casa é variável de pessoa para pessoa.

Mas voltando à metáfora demoníaca...

A mulher sempre representou a falta da razão.

A emoção.

O homem precisa tanto da mulher como ela do homem.

O equilíbrio.

Numa sociedade extremamente feminista, muitas mulheres passam a ver os homens como ameaças em potencial.

Elas temem a razão.

Ao mesmo que sabem não viverem sem ela.

Assim como os homens temem a emoção.

As bruxas eram tão temidas por serem na verdade mulheres muito inteligentes. Que assim manipulavam os homens. Mexendo com suas emoções mal trabalhadas.

Dentro da sociedade atual, o “caçador de bruxas” consegue vencê-las pela razão.

Um homem que domina suas emoções domina qualquer “bruxa”.

Seria a metáfora do padre e seu exorcismo.

As bruxas ou mulheres inteligentes manipuladoras, usam da instabilidade emocional do homem para manipulá-lo.

Assim como homens inteligentes manipuladores usam da razão para desarmar as mulheres.

To procurando uma bruxinha charmosa. Se alguma aparecer por aqui, pode me dar uma ligadinha.

Obrigado.



                        Rodrigo Jorge Bucker – Niterói 2013

O Ser Social


A melhor analogia que fiz comparando um indivíduo com sua sociedade foi:

O individuo está para o social assim como uma célula para o corpo.

Numa sociedade capitalista selvagem, que literalmente remete à lei da selva.

Vemos cada vez mais a desvalorização da vida, justamente por estarmos formando uma sociedade extremamente competitiva.

O jovem é reprimido pelos pais a crer que tem que ser o melhor em tudo.

Ser “o melhor em tudo” vêm embutido com a idéia de que os outros são exclusivamente nossos rivais mortais.

A competição...

Deveria ficar mais no esporte.

A garota quer sempre namorar e se casar com os “melhores”.

Ser alguém bom nesta sociedade é confundido com ser otário.

Retomando a metáfora... Seria uma sociedade canibal ou autofágica.

Onde literalmente este “grande organismo social”, come a mão para matar a fome do estomago.

A guerra civil, que vivemos, é somente isto.

Células de um mesmo organismo combatendo umas às outras.

O resultado: O fim do organismo, a morte da sociedade. Ou ao menos, a doença crônica social em que vivemos eternamente.

A cura: A educação.

O estado de direito só pode servir a quem conhece seus direitos.

A constituição federal do Brasil deveria entrar na grade curricular do estudante do ensino médio etc.

Muito mais produtivo do que ficar decorando fórmula de baskara etc.

O cidadão que se redescobre como parte de um todo, que justamente possibilita a sua própria existência, passa automaticamente a ser um ser social.

Trocamos aí então a lei do cão e da selva, pela lei da democracia.

Este cidadão passa a ter uma visão ampla da coisa, e entende que a sociedade é seu corpo ou organismo social.

Cabendo ao individuo respeitar o corpo, assim como ao corpo respeitar o cidadão e suas variáveis pessoais.

Não pode haver organismo feito por células todas iguais.

Por isso há lugar para todos na sociedade.

O artista, o médico, o lixeiro etc.

A relação entre individuo e sociedade é de simbiose.

Mas há influência maior do corpo macro ao corpo menor ou individuo.

E o exame mais claro, que acusa uma sociedade que vai mal, é ver como está trata seus indivíduos.

Justiça, saúde, hospitais, educação etc.

Um organismo que despreza suas células termina por morrer ou está doente.

O sistema prisional ou repressor, é um tratamento paliativo e enrolador de seus indivíduos já desprezados por este corpo maior.

A solução: A educação.

Obrigado.


                       Rodrigo Jorge Bucker – Niterói 2013

Poesia X Gramática


Poesia e gramática
o desempate...

Ao poeta cabe a poesia que é arte.
Ao professor lingual nada igual.

Gramática é chato pra c...
Convenhamos.

A poesia é a arte das letras.
Ao passo que a gramática é a ortopedia das mesmas.

Não consigo viver muito engessado.
Por isso cometo alguns erros.
Penso ser a arte a opção de quem vive do erro com acerto.

Toda arte é sempre um erro.
No melhor sentido da palavra.
Uma arte muito acertada vira meio arquitetura ou engenharia.

A técnica pode ser boa, mas ela sempre é repressora da criatividade.

A criatividade só rima com a liberdade.

Toda sociedade, assim como a nossa atualmente, que vai muito no sentido das técnicas e modernidade, tende aos poucos recriminar a arte e o próprio artista, assim como a liberdade de expressão.

Até mesmo a liberdade de expressão corporal.

Rótulos psiquiátricos que atendem a um mercado crescente...

Pessoas passam a ter que representar a si mesmas.

Numa sociedade literalmente teatral.

Aquele que se nega a participar dessa alucinação coletiva é tido como o errado.

Quando na real é o cara que apenas quer ser o que é.

Viva o erro gramatical!

Abaixo a repressão comportamental!



                       Rodrigo Jorge Bucker – Niterói 2013

A Amante da Dor


Existem os que amam a dor e os que amam gerar a dor.
Mas principalmente os que cagam pra tudo isso.
Descompromisso...
Cara de paisagem e omisso.
Foda-se tudo isso!
Kkkkkkkkkkkkkkkkk...
Eu rio dessa porra toda.
Que se foda essa gente e essa zorra.

Podem até dizer que sou mal educado.
Mas maluco...
Só beleza e um bocado.

Ai ai...
Isso tudo no fundo me distraí.
Nem ligo mas agora se isso um dia se vai.
Vivo o momento e cago...
Cago para boato.

A primeira justiça que existe é o cago.
Depois a convencional.
Me provoquem...
Adoro a pressão.
Me produz diamante.
Radiante.
Ao menos à inveja de alguns aí deslumbrantes.

Obrigado meros participantes.
Da glória desse ser aqui, guerreiro e nada principiante.


Rodrigo Jorge Bucker – Niterói 2013

terça-feira, 16 de julho de 2013

Homenagem ao Poeta Jorge Luiz Vancellote


A melhor homenagem a um poeta é ler sua poesia.


Assim, homenageio o trabalho deste poeta, que já havia visto anteriormente nas ruas de Icaraí, vendendo suas poesias. Mas agora percebo a riqueza de seu trabalho.

Parabéns!



Dança da Vida
 
“A vida me ensinou

Que entre amigos alguém eu sou

Olhando entre outros olhos

Vejo que o mundo não parou
 
 
O mundo é uma dança

E nos convida pra dançar

Conforme a música

Tudo se pode realizar
 
 
Nossas mãos quando dadas

Fazem a união

Uma força que não para

Acende a luz do coração
 
 
Vamos rodar

Que o mundo não pode parar

Nossa roda é o sol

É amor, é alegria
 
 
Com o amor mais profundo

Devemos nos aproximar

E deixar que o vento leve

A tristeza para outro lugar
 
 
Nossa terra tem mais vida

Quando se tem rio e mar

Uma floresta cheia de bichos

E o homem a se preservar.”
 
 
(Jorge Luiz Vancellote)

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Educação X Repressão, Qual a Solução?




O que é a violência?

Basicamente a violência é o ato de reivindicar sem consciência.

E a única e absoluta solução é sempre a educação.

A educação e a arte são molas centrais de toda sociedade.

Ao contrário do que vemos pensar hoje, a arte é a maior e melhor forma de educação.

Não é apenas sentado e preso nas salas de aulas, tendo aulas entediantes e sem propósitos, que estamos à fazer educação. Ao contrário, isso já induz a um pensar repressivo.

A educação tem que ser prazerosa.

A cultura tem que dar vontade de ser consumida como um lanche saboroso.

As mídias deveriam colaborar aí.

Temos que ver que educar é o oposto de formatar, congelar. Educar é antes de tudo formar um ser pensante e questionador dos próprios valores.

Não que isso seja viver em dúvida, mas maravilhosamente com a certeza dela.

A dúvida congela, a certeza dela liberta.

Hoje vivemos um momento em nosso País e no mundo de tamanha violência nunca visto antes.

E por quê?

Fomos sugestionados a crer, que seria sempre a tecnologia e a ciência hard que nos traria a paz.

Mas estamos quebrando a fuça a cada ano e dia.

O que está errado?

O sistema.

O sistema hierárquico dava conta de manter algum controle social enquanto a população era menor e menos articulada. Assim, a repressão e falta de educação servia aos interesses dos poderosos muito bem, ao menos momentaneamente. Pois era só conduzir a “manada” para onde lhes era conveniente.

Todo governo na realidade fomentou e ainda fomenta a “castração mental” da população, para ter certo controle sobre.

Mas isso nunca deu certo e nunca dará.

Seres humanos são dotados de insatisfação inconsciente.

O instinto maior de um homem é ser livre.

Quanto maior o cerco maior a trama.

Enfim chegamos aqui. Numa guerra civil.

Onde justamente o povo clama, vezes de forma violenta e inconsciente, seus direitos. Ora, estão lá escritos na constituição. Agora eles sabem ler. E aí?

E aí? É ora de cumprir o que está literalmente escrito lá.

“Todo cidadão tem direito a educação e saúde. A ser livre etc.”

Enfim, o povo quer o que é seu.

Maravilhosamente estão nas ruas, vezes badernando, como parece muitas vezes num primeiro olhar, mas num apreciar mais profundo, estão gritando pelo que sempre deveria estar em suas mãos: Seus direitos.

Toda violência social é uma forma inconsciente disto.

Até mesmo um estupro pode ser um ato inconsciente de: “Eu deveria ter uma namorada” etc.

Por isso a educação chega e diz: “Se não tens namorada agora, terás quando aprender a cortejar uma dama”.

O estupro pode representar a caricatura de um “roubar” do amor que lhe foi negado. Um indivíduo que não foi literalmente abraçado por sua pátria mãe.


Um assalto à mão armada: Pode simplesmente ser o manifesto da fome, ou o desespero de saber que amanhã o seu filho não terá leite.

Não descarto a crueldade ou maldade no ser humano. Pelo contrário, tenho cada vez mais a percebido em todos os âmbitos da vida humana.

Mas, é inegável a causa social em quase 99% dos casos.

A única solução, caros amigos, é fazermos o que nunca foi feito.

A educação.

Se repressão desse certo, já estaríamos num paraíso.

A polícia e a repressão são sinônimos de “falta de educação”.

O “politicamente correto” seduz num primeiro instante, pois parece resolver um pouco, mas não passa de uma repressão mascarada, meio atenuada.

Cartilha nenhuma no mundo pode substituir a educação.

Kit nenhum do mundo pode substituir a educação.

Psiquiatria nenhuma do mundo pode medicar o social e substituir a educação.

E por fim, educação nenhuma do mundo pode substituir a ARTE.

A arte é a educação suprema.

A arte é a educação da educação.

Obrigado amigos.

Emocionado...


                      Rodrigo Jorge Bucker – Niterói 2013


terça-feira, 9 de julho de 2013

A Doença Chamada “Poder”


É impressionante constatarmos até onde pode ir a estupidez humana.

Algumas pessoas ao se tornarem muito ricas, milionárias, creem poder ter o que querem.

E realmente no plano material fica aparentemente muito mais fácil, pois se têm grana para torrar com o que quiser.

É a ideia popular da felicidade. Mas será?

Não há dúvida de que precisamos de dinheiro, mas é um erro terrível nos reduzirmos e reduzirmos tudo a esse plano e ideia. Com a falsa ideia do paraíso na terra.

Está "doença" avança... e certos milionários, agora que possuem “tudo” no âmbito material, querem “ter” ou "controlar" as pessoas e o próprio mundo.

A falsa ideia do controle total da vida a seu favor é inerente e facilmente notada.

Estamos aí, no auge desta "doença".

O “Complexo de Deus”.

Surge a “justiça” com as próprias mãos, ou melhor, com o próprio dinheiro.

Chegamos então ao estágio do “doente terminal milionário infeliz”.

Parodiando os desenhos animados infantis: é o “dono do mundo”.

Quer dominar o mundo.

Isso faz Freud se contorcer no túmulo.

Lembra um moleque babão querendo chupeta.

“Ahhhh eu quero mandar no mundo... buaaaaa glu glu bilu bilu...”

Esse cara deve ter pinto pequeno. Ou algum trauma sério de infância.

Brincadeiras a parte, essa é a realidade maravilhosamente nua e crua.

Por isso amigos, não temam nenhum multimilionário retardado assim.

Estes pobres milionários nem sabem o que é estarem vivos e contemplar a beleza disso.

Talvez algum deste lhe persiga querendo mesmo é se encontrar.

Melhoras...



                       Rodrigo Jorge Bucker – Niterói 2013