sábado, 30 de março de 2013

Cazuza Vai ao Psiquiatra



- Oi Dr.



- Boa tarde Cazuza. O que lhe trás aqui?



- Meu pai.



- Rs. Seu pai?



- Sim. Eu sou artista. E minha música deve lhe incomodar. Sabe como é.



- Hum.



- Militar...



- Ele te obrigou a estar aqui?



- Força moral.



- Hum.



- Por que acha que sua música incomoda a ele?



- Por que o senhor acha que tudo deve ter resposta?



- Eu fiz uma pergunta. Não se responde com outra.



- Ta certo. Vai se fuder então. Eu sou artista cara. É tão difícil entender está porra!?

O problema da psiquiatria é querer fazer ciência onde de fato não há. A alma ou mente só é entendida por meio da arte.



- Vou te confessar em off então: A arte só da dinheiro para poucos, mas poucas drogas dão muito dinheiro para muitos.



- Gostei do senhor Dr. Pena que és bandido também. Confesso, mas bandido também.

Um abraço, tchau. A sua piscina deve estar cheia de ratos. E as suas idéias não correspondem aos fatos! Mas o tempo não para!





                      Rodrigo Jorge Bucker – Niterói 2013

Método Científico Para Ir a Cozinha Beber Água




- Olhe para a porta da cozinha.

- Calcule se dá para passar pela porta sem atingir o crânio.

- Concluída a parte do chifre:

- Foque visualmente o copo que deve estar presente fisicamente na pia ou mesa da cozinha.

- Flexione o braço a quase 90 graus e segure o copo com sua mão.

- Aviste o filtro.

- deixe um jato de água adentrar no recipiente classificado como copo.

- Preencha este recipiente até 2/3.

- Faça uma leve flexão do braço juntamente com uma ligeira rotação interna de ombro.

- Adentre o líquido do recipiente na cavidade oral.

- Degluta suavemente a água.

- Ao terminar faça o som: Ahhhhhhhh.

Pronto! Tudo cientificamente fica tão bonitinho.

Aprovado e calculado pelo Imetro.


Parece só brincadeira, mas é isso que a detenção do saber, monopólio da linguagem científica e suposta razão, faz com toda a população mundial.

Eu apenas fiz o oposto para elucidar.

Peguei um exemplo cotidiano e teorizei em linguagem “científica”.


                       Rodrigo Jorge Bucker – Niterói 2013

Os Passageiros da Viagem





Muitos gostariam de eternizar tudo.
Mas se o feito não seria mais a viagem.
Nem mas a passagem.

Passageiro é passageiro.
E o tempo pede passagem.

Eternidade é sempre piada e bobagem.
Piada da vaidade.

Siga a estrada...
Não se preocupe tanto com o destino.
No final ninguém chega mesmo.

A linha desse trem sempre acaba.

Formigas querendo ser deuses...

Formigas que pensam poder mandar em algo ou nos outros.

O poder é justamente a negativa.

Quando vejo um mendigo na rua,
vejo alguém realmente poderoso.
Alguém que lhe foi negado tudo.
Mas por motivos ainda perdura...
Ali sentado olhando a rua.

A figura da realeza
me reluz sempre a pobreza.

O ouro de tolo já dizia Raul.
Ouro que não compra nada e não nos leva à lugar nenhum.

A vida é a força que nos recoloca no presente.

Quando dois homens se encontram,
suas histórias se cruzam.
Mas é o presente que lhes lambuza.

O mel do presente é mais doce.

Por isso toda ferida se pode curar.
Por mais que já se tenha sofrido nessa vida.

O mendigo ali sentado ainda tem presente.
Quase desprovido de futuro ou passado,
ele segue ainda meio abestado.
Desarrumado.
Largado.
Sujo.
E sem salário pago.
Mas com o presente presente de deus lhe dado ao lado.

O verdadeiro mendigo pode usar terno.
Morar em castelo.
Ter as mais belas mulheres.
Mas ainda ser infeliz.
Confundindo a viagem,
com a busca da compra da eternidade.


                      Rodrigo Jorge Bucker – Niterói 2013

sexta-feira, 29 de março de 2013

Complexo de Diploma




Chamo de complexo de diploma, uma sociedade que caminha para tal.

Vou explicar...

Vejo hoje, como nuca antes, pessoas acreditando que tudo deve ou pode ser dito, classificado, catalogado ou estudado de forma científica ou por determinada profissão ou profissional.

Se um cidadão comum ou formalmente leigo em determinado assunto, que teoricamente compete à determinada profissão, faz algum comentário ou emite uma opinião sobre tal assunto, quase de imediato essa pessoa é quase que ridicularizada e desacreditada.

Com isso o sujeito passa literalmente a crer que és um ser quase sem conhecimento da realidade que vos cerca e é verdadeira.

Crendo-se saber ou podendo atuar nessa realidade apenas o suposto profissional com o diploma respectivo.

Não estou dizendo aqui que um cabeleireiro pode ou deve receitar um remédio controlado ou que uma médica possa ou deva atuar no lugar de um advogado.

Mas,

Digo e reafirmo que o sujeito e cidadão têm o direito de agir por livre escolha e vontade.

O extremo e caricatural disto que afirmo, seria uma pessoa, que para simplesmente dar uma leve caminhada na praia contrata um profissional para lhe ensinar a andar.

Ou o personal pizza. Que lhe ensina como comer uma pizza etc.

Ou o personal beijo, que vai lhe ensinar a beijar corretamente e biomecanicamente. Dois beijinhos pra cá, e três pra lá com o lábio inferior levemente para baixo e tal.


                      Rodrigo Jorge Bucker – Niterói 2013

sexta-feira, 15 de março de 2013

Dúvida ou Suruba Organizada?





Na sociedade moderna excessivamente, infinitamente, exaustivamente e triplicadamente matriarcal, vemos um rumo demasiado ao suposto organizado.
No esporte podemos comparar os velhos ídolos com alguns atuais por exemplo: Comparando a imagem de Zico, Garrincha ou Pelé etc. com, por exemplo, a de Neymar e seu cabelo muito arrumado, poderemos ter uma ideia do que falo.

Estamos indo muito a fundo numa sociedade literalmente da aparência.

O problema disto é decorrente da troca total dos valores, e justamente uma perversão nada sadia do ser humano.

O jovem passa a ter total certeza, hoje mais do que nunca, que tendo aquele tênis, aquele carro e aquela calça, tudo estará resolvido e justificado em sua vida.
O resultado disso? Jovens problemáticos e sem caráter, violência nas próprias famílias, escolas etc.

A solução que se tem oferecido à população, vai na mesma direção do problema. Que é a psiquiatria amordaçadora e criminosa. Resultado? Aumento de suicídios entre crianças e jovens, assim como crimes terríveis sem a menor explicação lógica. 
E, o cara que pensa, e se recusa a participar disso é mal visto e tido como errado.

É justamente, numa sociedade altamente “castradora”, onde pequenos e normais gestos de rebeldia juvenil são tremendamente “podados” e reprimidos, surgem aí, por outro lado, comportamentos doentios e brutais, até crimes etc. 
É como se o cano de descarga do carro estivesse por uma vida entupido, e quando se abre, ou para se abrir, explode a passagem.

Hoje quando analisamos os grupos de jovens, ou “tribos”, é fácil notarmos uma extremada organização, até justamente no que era para ser jovem e rebelde.

A figura do jovem menino com piercing, tatuagem e um boné quase matematicamente calculado, de modo meio torto na cabeça, é literalmente a imagem do que digo.

Onde foi parar o despojado? Ou o a vontade? Ou mesmo o largado? O rebelde sem causa? Ficaram absolutamente maus vistos e marginalizados. Literalmente confundidos com marginais da pesada.

Acontece que somos seres inteligentes, e os bandidos de verdade também têm inteligência suficiente para se adequarem ao novo sistema e novo “disfarce”.

Francamente...

A fissura do homem por padrões e fórmulas de condutas e suposta felicidade, está levando a sociedade à alienação total. Ninguém mais é ninguém realmente, mas “algo de alguém”, alguém que ditou tal moda ou inventou tal gesto etc.

Sendo assim, cria-se, muito pior do que isso, um modelo social onde ser burro é tudo de bom.

O burro de viseira compra o que lhes mandam.

É uma nova escravatura, onde o escravo realmente não precisa de prisão física, pois já é totalmente e voluntariamente servo.

Enfim...

Torço para um mundo melhor e mais humano.

Quem sabe depois que já tenha sido patriarcal e agora matriarcal, não cheguemos ao ideal do “filhartral”.


                    
                       Rodrigo Jorge Bucker – Niterói 2013

sexta-feira, 8 de março de 2013

A Mulher que Dorme Com o Espelho Pode Acordar Sozinha




Não é raro ouvir de muitas mulheres que elas se sentem atraídas por homens com um certo mistério ou que não falam muito.

E por que será?

Claro não pode haver respostas em protocolo para isso, mas se refletirmos um pouco veremos que: A mulher, assim como o homem, também é um ser narcísico.

Quando uma mulher sente atração e admiração por um homem calado, charmoso etc., ela no fundo está sentindo atração por sua fantasia e ideal. O homem idealizado por ela aparece diante dos seus olhos quando o de carne e osso está quieto, calado.

Um troglodita pode parecer um intelectual de boca fechada.
Ou um intelectual pode parecer um troglodita de boca fechada também.
Enfim, quem julga pela aparência se dá sempre mal.

As aparências enganam sempre claro, e essa é sempre a confusão do idealizado e sonhado.

É um julgamento aparentemente mais fácil e rápido, o da aparência física, mas sempre enganoso.

Os homens que conhecem isso podem levar um casamento por anos a fio, simplesmente representando para a mulher por toda uma vida.

Bom, a reposta para está pequena, romântica e grande confusão sentimental, é que não há solução definitiva e sempre eficaz. Mas podemos nos permitir errar sem tantos medos, ou temendo tanto o julgamento de terceiros, ou ainda melhor: Aprendermos de uma vez, que a vida humana é sempre um misto de realidade e sonhos, onde simplesmente é impossível separá-los totalmente às claras. E que, portanto, todo ser humano é basicamente sempre um ser alucinante. Um maluco beleza.

E assim podermos ser felizes para sempre.

Feliz dia das mulheres!


                     Rodrigo Jorge Bucker – Niterói 2013

Quando a Discussão é o Ponto




Vejo não só na vida, mas no meio jurídico também o mesmo equívoco.

Tentam muito chegar ao ponto, ao fim, ao suposto concluir e fechar, de modo que se chegue à completude e conclusão total das leis e da vida, ou ainda do próprio ser humano.

Mas o demasiadamente humano impera. Ele é simplesmente maior do que o próprio homem e sua busca pela compreensão total dos fatos.

No direito há sempre de lembrarmos que tudo na vida e na sociedade muda muito e de forma imprevisível.
E justamente aí que muitas vezes derrubamos supostas crenças nos virando novamente à base jurídica e suas leis.

Como toda base na vida, a jurídica, digamos: “muda menos”.

É como se volta e meia precisássemos relembrar que água é água e ponto.
Muito refrigerante...
Talvez.
Mas água é água.

É assim mesmo, com o decorrer dos tempos vão se somando ingredientes às leis.
Mas a água é triunfal. Ao menos enquanto formos seres humanos.

O direito de ir e vir, o direito de liberdade de expressão, o direito à privacidade, o direito alienável do lar etc.
São direitos que se mudados ou corrompidos acabariam com toda a base, justamente base, do próprio direito. Assim, como não pode haver um prédio de pé sem sua boa base e alicerce.

Por isso não é raro pensarmos que a máxima de uma sociedade é justamente a mínima.


                      Rodrigo Jorge Bucker – Niterói 2013

quinta-feira, 7 de março de 2013

Efeito Biafra



Falam mal de você?
Deixem que falem mal...
Só chama atenção quem é foda e alto astral.

Falem pessoal...
O Biafra é a prova disso.
A crítica é o termômetro de tudo isto.
O cara agora é ainda mais famoso.

Não há nada no mundo que seja bom,
e que justamente por isso não sofra de crítica ou repressão.
Cidadão.

Um cidadão que conhece seus direitos
incomoda a muitos então.

O caminho do risco é o sucesso.
Já dizia Raul.
Quem não arrisca não petisca.
Canta aí Biafra!
Vamos espantar todos,
que o carro da arte pensarem poder roubar.

Um abraço Biafra.


                   Rodrigo Jorge Bucker – Niterói 2013-03-07