sábado, 14 de dezembro de 2013

Encarando a Minhoca




Alguns pensam dar exemplo de força.
Mas dão exemplo de covardia e fraqueza.

Juntam-se contra um homem só, por exemplo.
Isso é força?
Faz-me rir.

Ela entrou no globo ocular...
Saiu pelo canal auditivo e prosseguiu...
Entrou pelo reto, passou pelo estômago...
E saiu pela boca.
Já farta de alimento humano.
Ela satisfeita seguiu seu plano.
É a minhoca e seu jantar humano.

Depois de uma vida inteira de esnobação, glamour
e covardia à vidas alheias...
Eles encontraram um adversário infalível e final.
Lá na cova todo mundo é igual.
A minhoca não diferencia quem comeu caviar ou feijão no jantar.
Ela vai jantar...
Homens perdem suas vidas brigando com outros...
Criando inimigos...
Pra que?
Pra minhoca ter o que comer.

Sorria.
Ainda há amanhecer.
Está há algum tempinho do encarar.
Aproveite a vida enquanto a minhoca não pode te pegar.
Status, aparência, poder, glamour, muita riqueza...
No fim servem a sua realeza.
A realeza da minhoca.


                    Rodrigo Jorge Bucker – Niterói 2013

domingo, 17 de novembro de 2013

Caos e Ordem





Hora nos sentimos seguros no caos.
Hora na ordem.
A bagunça organizada.
A ordem bagunçada.
Não é piada.
É a simples realidade e sua real simplicidade.

O caos alivia a ordem.
A ordem suaviza o caos.
É Newton de mãos dadas com Einstein.
Pulando corda.

Os extremos permitem o reencontro no meio.
O caminho do meio.
O bom senso.
O militar que é dançarino.
O dançarino que é engenheiro.
O movimento sujeito.
O sujeito sujeita seu trejeito.

É a precisão do caos e a falha da ordem.
A completude da falha e a cegueira da navalha.
E vice versa.
Por fim a entrega.
E a humildade.
A grandeza da pequenez.
O homem que pequeno é,
Ainda se vê e ao mundo por meio do “buraco da fechadura”.
Assim navega no mundo com seu pequeno grande leme.


                      Rodrigo Jorge Bucker – Niterói 2013

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

O Poeta que Ouviu Deus



Uma vez andava sem rumo e avistei um mendigo catando lixo.

Aproximei-me dele e lhe dei uns trocados.

E ele me agradeceu com uma poesia:

“Obrigado meu amigo. Um dia Deus acerta contigo”.

Ele falou mais algumas coisas:

“Eu andei muito revoltado. Pois algumas pessoas me difamaram em minha cidade. Saíram dizendo que eu era ruim, maluco, isso e aquilo... Perdi o emprego, a família etc.
Então Deus falou comigo: “Assim como uma gota de água não escorre para cima, ou como uma pedra sempre cai para baixo, a vingança e a justiça são minhas! E tudo na vida é assim. O que é torto fracassa. É assim dês de as leis da física, na natureza e nos homens. Siga em paz.”
Você pode estar achando ruim que eu seja um mendigo. Mas o fato é que até semana passada eu ainda nem saía da cama, nem andava. Venho melhorando a cada dia. Ao passo que as pessoas que fizeram isso comigo estão desequilibradas físico e mentalmente.”

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Cabeça de Pombo



Ele apenas foge da dor e busca o prazer.
Assim a falta de educação faz aparecer...
Muitos pombos ao amanhecer.

Dão-nos milho e água.
E assim ainda agradecemos está roubada.
Os governos adestram e não educam.

O único jeito de deixar de ser “pombo” é aprender a questionar.
Indagar...
Meio pombo é bom.
Pombo inteiro já não é homem então.

O “pombo” procura rótulos e supostas soluções rápidas para a vida e os outros.
O “pombo” sente dor ao menor pensar.
Deixa como está.
Quem questiona em meio aos “pombos” passa a ser o errado então.
Quem pensa pode dar muito trabalho aos nobres também.
Pois pensando e questionando se nega a ser "pombo adestrado".

Hora de beber água...
Passa o milho aí, por favor.



                     Rodrigo Jorge Bucker – Niterói 2013

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

O Problema é Ser Normal





Vejo com muito pesar e temor uma sociedade que busca a perfeição em tudo e em todos.

Cada ser humano, ao contrário de edifícios etc. é uma experiência única e nunca repetida. Seja mesmo no campo genético, biológico. E que dirá mais ainda no mental ou psíquico.

O grande equívoco, desta busca pela dita regra do normal, é justamente este: Tentar normatizar o que não se pode.

O resultado: Uma sociedade que tende cada vez mais ao triste e infeliz. 

Tudo isso gera uma sociedade muito teatral. Representativa e por fim frustrada. Pois todos têm que ser ótimos em tudo e sempre perfeitos.


                      Rodrigo Jorge Bucker – Niterói 2013

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Nosso Inimigo é o Sistema


O inimigo comum.
Está em tudo e em lugar algum.

Ele já sente a ferrugem lhe comer.
Já dizia Zé Ramalho.
E de fato,
A árvore aos poucos está perdendo seus galhos.
E agora, escrever dá mais trabalho.

Quem escreve pensa;
Quem pensa renega;
Quem renega polemiza;
Quem polemiza pode perder a camisa.

Deveria ser o contrário...

A arte de educar é antes de tudo fazer pensar.
Nunca somente concordar.
Mas criticar, contestar e sonhar.

Fórmulas prontas fazem máquinas.
E máquinas fazem apenas outras máquinas.
E isso dá ferrugem.
Máquinas enferrujam.
Gente se suja e toma banho.
Sabendo que amanha se sujará novamente.
Movimento corrente...

Um escritor que não quer ser criticado não pode escrever.
Mas um escritor não deve ser execrado pelo que vão ler.

Liberdade de expressão.

Obrigado.



                       Rodrigo Jorge Bucker – Niterói 2013

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

A Minha Dama – Alberto Carreteiro


Eu a pago sem drama.
A minha dama eu levo pra cama.
Ela nem liga se eu roncar de pijama.
Essa é a minha dama.
Sacana...
A dama de camisola e sem fama.

Espartilho com brilho.
Tudo em sigilo.
Babo no seu umbigo.
Beijo sua axila.
Lambo sua orelha.

Sem preconceito.
Essa é a minha dama e seu jeito.
E eu,
apenas seu mero sujeito.
Deixo-me manipular...
Não tem jeito.
Para o que não tem remédio,
o remediado sexo é seu lugar.



                       Alberto Carreteiro – Niterói 2013

A Palhaçada

                        
Parece uma piada, mas é verdade.

Os falsos nobres e suas emboscadas.

Aprumadas, engomadas e falsificadas.

São os verdadeiros culpados.

Mas como bons covardes,

Sempre culpam os pobres.

O problema principal do pobre, é que como condição de servo,

Ele acaba fazendo o que os falsos nobres mandam.

Muitas vezes,

Ficando contra outro deles.


                    Escravo Isauro – Senzala – Niterói 2013

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Qual o Seu Crime Meu Filho?


No dia do julgamento final, eu um mero humano, fui sem muitas pretensões...

Então diante de Deus, eu, com a minha cara meio de paisagem fiquei...

_ “Qual o seu crime meu filho?”, perguntou Deus.

E eu respondi: Eu cometi um erro muito grave senhor. Creio ter cometido um dos piores crimes que pode existir.

Então Deus, todo poderoso, colocou a mão levemente no queixo e fez: “Hummm”.

E novamente perguntou: - Qual?

Eu já meio exausto de apanhar, falei baixinho: É que eu escrevo.

Deus: - Como!?

Eu: - Eu sou escritor.

Deus: - Meu Deus! Digo, caramba! Afinal eu sou o próprio Deus.

Eu: - Então senhor, é muito grave isso?

Deus: - Sim foi um erro gravíssimo!

Eu: - Fudeu...

Deus: - Não! Não! O erro foi todo meu.

Eu: - Como!?

Deus: - Te coloquei no país errado! Me desculpe. Agora você vai ter que reencarnar. Escolhe um país aí...

Eu: - Ok. Serve o Brasil!?

Deus: - Mas foi de lá que tu veio homem!

Eu: - É que o senhor pode ter errado nisso. Mas acertou em cheio no quesito teimosia! Quero ajudar a educar este povo maravilhoso! Obrigado Deus.

Deus: - Que seja feita a sua vontade! Paz na terra e glória nos céus aos homens de boa vontade.


                        Rodrigo Jorge Bucker – Niterói 2013

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

O Rico Tem Desejo


O rico tem desejo.
O pobre tem fome.
A classe média tem o que come.

Mas se o rico tem desejo,
E a classe média tem o que come...
Pobre daquele homem!



                       Rodrigo Jorge Bucker – Niterói 2013

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Castelo de Cartas


Eles vivem erguendo-os.
Os burgueses e seus apelos.
O sonho burguês surreal.
Fomentam a fome e o mal.
Descomunal.

Os castelos de cartas são sustentados pela aparência e vaidade.
São as aparências de muitos falsos nobres.
Existem verdadeiros “reis” por aí bem mais pobres.
Moram em casas simples.
Passam fome e dificuldades.
Mas não se vendem à vaidade.

Os falsos nobres fazem de tudo para sustentar está desgraça.
Sabem no fundo que seus falsos castelos não passam de farsa.
Sabem que ao menor vento da verdade tudo vira fumaça.
Trapaça...

Fomentam a dor e a falta de cobertor.

O verdadeiro frio está dentro de suas almas.

Gelados...
Seres petrificados.
Mal acabados.
Por Deus são meio renegados.

Quando a dor da consciência lhes vem.
Pensam ser a hora de comprar mais alguém.
Acabam por não serem mais ninguém.

O pobre que é “comprado”,
é apenas alguém que teve antes tudo roubado.
Logo, sempre são os falsos nobres os culpados.

O vento sopra...
É hora do falso castelo ir pelos ares.
O mundo é de todos.
Todos devem ter seus lares;
Passear nos lugares;
Ter os seus pares.
A resistência está aí.
Obrigado.


                       Rodrigo Jorge Bucker – Niterói 2013

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Soluções do Brasil


Em geral as pessoas não sabem ou não associam.

Mas a solução de nossos problemas, até mesmo na saúde, estão intimamente ligados ao problema do transporte.

Um trabalhador que se cansa e estressa, mais nos engarrafamentos e devido as péssimas condições dos meios de transportes, do que no seu trabalho propriamente dito, é um dado gritante que denota um país literalmente parado.

O cara literalmente acaba indo para o trabalho descansar. Chega no trabalho já exausto.

Aumentam-se aí os acidentes de trabalho, erros médicos etc.

Um país que não cuida dos seus transportes é um organismo que não cuida de suas artérias. E acaba doente.

É um tremendo equívoco culparmos sempre os cidadãos (células), de tudo que está errado no nosso país.

É o mesmo que exigirmos que nossos músculos consigam trabalhar sem oxigênio.

Por isso fico pasmo com políticas comportamentais e nada sociais e econômicas.

A política deve, antes de tudo, cuidar apenas do que deve.

Social, educação, saúde, meio ambiente, economia e transporte.

O restante melhora junto.

O comportamento de uma pessoa não é algo adestrado.

É algo educado.

Uma sociedade educada tende a se comportar realmente melhor. E isso, no sentido adequado da palavra. Se comportar bem é: não fazer mal ao próximo e respeitar as leis. Não tem nada haver com ditadura comportamental surreal.



                       Rodrigo Jorge Bucker – Niterói 2013

Tiririca é o Cara


Ninguém melhor do que um palhaço para entender está palhaçada toda.

Tirando o cara mais sério atualmente lá de Brasília, que é o Tiririca. Podemos salvar somente alguns mais.

É realmente uma palhaçada nacional.


Um hospício federal. 
Chamado Brasília, 
a nossa capital.

domingo, 28 de julho de 2013

Esse Papa é Pop


Vejo como mais importante que a definição de uma religião, o conceito que vêm com todas elas.

Que é a consciência do algo a mais que o físico ou mundo material.

Com a evolução da ciência o homem passou a crer que a ciência lhe responderia ou daria conta de tudo.

A ciência só pode dar conta do que é do âmbito e passível de ciência.

“Há muito mais entre o céu e a terra do que pode compreender nossa mera filosofia” (William Shakespeare).

Talvez a maior descoberta de toda História da ciência, seja justamente o seu limite.

Sempre pode haver descobertas cientificas sobre o que até então não era sabido.

Mas, sempre é sabido que não se sabe nada. Mesmo quando pensamos saber.

O homem vive no mundo que pode perceber e entender apenas.

Toda ciência antes de mais nada é apenas foco.

Deus seria então todos os focos.

Impossível de ser compreendido pelos homens.

A ideia da meditação do oriente é justamente não pensar em nada, para se aproximar de Deus.

Com a “mente limpa” seria uma forma análoga de contato com todos os focos.

Como nunca podemos olhar em todas as direções e focos, com a “mente limpa” é uma forma de incorporarmos aos focos.

É a máxima do nada que é igual ao tudo.

A religião, seja qual for, é uma forma de assumirmos essa humildade perante Deus. Nos reposicionando apenas como parte do todo.


                       Rodrigo Jorge Bucker – Niterói 2013

O Demônio de Espartilho Rosa


Quem conhece um pouco de História lembra do mito das bruxas.

Na idade média queimavam as chamadas bruxas.

De fato sabemos que não existem bruxas. Ao menos as de chapéu, vassoura etc.

Mas de espartilho, saia, bolsa etc. existem um monte por aí. Rsrsrs.

Todo mundo pergunta por que o padre não casa.

E a resposta é simplesmente está metáfora.

Existem mulheres e mulheres. Nunca podemos generalizar nada.

Afinal, existem as santas também.

Brincadeiras metafóricas a parte. Os homens passam a vida tentando entender está M toda. Lê-se M de mulher, claro, imagina.

O problema e azar, é que a maioria deles ou nunca entendem ou entendem já velhos demais.

Os homens que não entendem M nenhuma de mulher, passam a vida sendo manipulados por elas. São meros objetos penianos das mesmas.

Estão no caldeirão das “bruxas” e ainda ajudam a mexer a colher.

São petiscos fáceis.

Eu amo metáforas.

Poesia é antes de tudo metáfora.

Então Deus disse: “Que se faça luz!”

Aí o cara foi parido e saiu do útero escuro...

Ganhou um tapa no rabo e quis voltar pra lá correndo...

E aí esse é o dilema humano.

Ao passo que nas sombras pode aparentemente haver sossego e conforto, não há luz nem vida.

É literalmente entre este tapa no rabo (que é o mundo), e a mamãe (que é a caverna), que o ser humano habita.


Se ficar tempo demais na caverna adoece, e se ficar tempo demais no mundo também.

É o que fazemos todos os dias. Vamos na rua e voltamos para casa.

A casa é o conforto, o abrigo. O mundo é a vida, o risco.

Este é o movimento humano.

Podemos ver, que quando criança ou ao ficarmos velhos passamos mais tempo em casa.

Claro que o tempo de casa é variável de pessoa para pessoa.

Mas voltando à metáfora demoníaca...

A mulher sempre representou a falta da razão.

A emoção.

O homem precisa tanto da mulher como ela do homem.

O equilíbrio.

Numa sociedade extremamente feminista, muitas mulheres passam a ver os homens como ameaças em potencial.

Elas temem a razão.

Ao mesmo que sabem não viverem sem ela.

Assim como os homens temem a emoção.

As bruxas eram tão temidas por serem na verdade mulheres muito inteligentes. Que assim manipulavam os homens. Mexendo com suas emoções mal trabalhadas.

Dentro da sociedade atual, o “caçador de bruxas” consegue vencê-las pela razão.

Um homem que domina suas emoções domina qualquer “bruxa”.

Seria a metáfora do padre e seu exorcismo.

As bruxas ou mulheres inteligentes manipuladoras, usam da instabilidade emocional do homem para manipulá-lo.

Assim como homens inteligentes manipuladores usam da razão para desarmar as mulheres.

To procurando uma bruxinha charmosa. Se alguma aparecer por aqui, pode me dar uma ligadinha.

Obrigado.



                        Rodrigo Jorge Bucker – Niterói 2013

O Ser Social


A melhor analogia que fiz comparando um indivíduo com sua sociedade foi:

O individuo está para o social assim como uma célula para o corpo.

Numa sociedade capitalista selvagem, que literalmente remete à lei da selva.

Vemos cada vez mais a desvalorização da vida, justamente por estarmos formando uma sociedade extremamente competitiva.

O jovem é reprimido pelos pais a crer que tem que ser o melhor em tudo.

Ser “o melhor em tudo” vêm embutido com a idéia de que os outros são exclusivamente nossos rivais mortais.

A competição...

Deveria ficar mais no esporte.

A garota quer sempre namorar e se casar com os “melhores”.

Ser alguém bom nesta sociedade é confundido com ser otário.

Retomando a metáfora... Seria uma sociedade canibal ou autofágica.

Onde literalmente este “grande organismo social”, come a mão para matar a fome do estomago.

A guerra civil, que vivemos, é somente isto.

Células de um mesmo organismo combatendo umas às outras.

O resultado: O fim do organismo, a morte da sociedade. Ou ao menos, a doença crônica social em que vivemos eternamente.

A cura: A educação.

O estado de direito só pode servir a quem conhece seus direitos.

A constituição federal do Brasil deveria entrar na grade curricular do estudante do ensino médio etc.

Muito mais produtivo do que ficar decorando fórmula de baskara etc.

O cidadão que se redescobre como parte de um todo, que justamente possibilita a sua própria existência, passa automaticamente a ser um ser social.

Trocamos aí então a lei do cão e da selva, pela lei da democracia.

Este cidadão passa a ter uma visão ampla da coisa, e entende que a sociedade é seu corpo ou organismo social.

Cabendo ao individuo respeitar o corpo, assim como ao corpo respeitar o cidadão e suas variáveis pessoais.

Não pode haver organismo feito por células todas iguais.

Por isso há lugar para todos na sociedade.

O artista, o médico, o lixeiro etc.

A relação entre individuo e sociedade é de simbiose.

Mas há influência maior do corpo macro ao corpo menor ou individuo.

E o exame mais claro, que acusa uma sociedade que vai mal, é ver como está trata seus indivíduos.

Justiça, saúde, hospitais, educação etc.

Um organismo que despreza suas células termina por morrer ou está doente.

O sistema prisional ou repressor, é um tratamento paliativo e enrolador de seus indivíduos já desprezados por este corpo maior.

A solução: A educação.

Obrigado.


                       Rodrigo Jorge Bucker – Niterói 2013

Poesia X Gramática


Poesia e gramática
o desempate...

Ao poeta cabe a poesia que é arte.
Ao professor lingual nada igual.

Gramática é chato pra c...
Convenhamos.

A poesia é a arte das letras.
Ao passo que a gramática é a ortopedia das mesmas.

Não consigo viver muito engessado.
Por isso cometo alguns erros.
Penso ser a arte a opção de quem vive do erro com acerto.

Toda arte é sempre um erro.
No melhor sentido da palavra.
Uma arte muito acertada vira meio arquitetura ou engenharia.

A técnica pode ser boa, mas ela sempre é repressora da criatividade.

A criatividade só rima com a liberdade.

Toda sociedade, assim como a nossa atualmente, que vai muito no sentido das técnicas e modernidade, tende aos poucos recriminar a arte e o próprio artista, assim como a liberdade de expressão.

Até mesmo a liberdade de expressão corporal.

Rótulos psiquiátricos que atendem a um mercado crescente...

Pessoas passam a ter que representar a si mesmas.

Numa sociedade literalmente teatral.

Aquele que se nega a participar dessa alucinação coletiva é tido como o errado.

Quando na real é o cara que apenas quer ser o que é.

Viva o erro gramatical!

Abaixo a repressão comportamental!



                       Rodrigo Jorge Bucker – Niterói 2013

A Amante da Dor


Existem os que amam a dor e os que amam gerar a dor.
Mas principalmente os que cagam pra tudo isso.
Descompromisso...
Cara de paisagem e omisso.
Foda-se tudo isso!
Kkkkkkkkkkkkkkkkk...
Eu rio dessa porra toda.
Que se foda essa gente e essa zorra.

Podem até dizer que sou mal educado.
Mas maluco...
Só beleza e um bocado.

Ai ai...
Isso tudo no fundo me distraí.
Nem ligo mas agora se isso um dia se vai.
Vivo o momento e cago...
Cago para boato.

A primeira justiça que existe é o cago.
Depois a convencional.
Me provoquem...
Adoro a pressão.
Me produz diamante.
Radiante.
Ao menos à inveja de alguns aí deslumbrantes.

Obrigado meros participantes.
Da glória desse ser aqui, guerreiro e nada principiante.


Rodrigo Jorge Bucker – Niterói 2013

terça-feira, 16 de julho de 2013

Homenagem ao Poeta Jorge Luiz Vancellote


A melhor homenagem a um poeta é ler sua poesia.


Assim, homenageio o trabalho deste poeta, que já havia visto anteriormente nas ruas de Icaraí, vendendo suas poesias. Mas agora percebo a riqueza de seu trabalho.

Parabéns!



Dança da Vida
 
“A vida me ensinou

Que entre amigos alguém eu sou

Olhando entre outros olhos

Vejo que o mundo não parou
 
 
O mundo é uma dança

E nos convida pra dançar

Conforme a música

Tudo se pode realizar
 
 
Nossas mãos quando dadas

Fazem a união

Uma força que não para

Acende a luz do coração
 
 
Vamos rodar

Que o mundo não pode parar

Nossa roda é o sol

É amor, é alegria
 
 
Com o amor mais profundo

Devemos nos aproximar

E deixar que o vento leve

A tristeza para outro lugar
 
 
Nossa terra tem mais vida

Quando se tem rio e mar

Uma floresta cheia de bichos

E o homem a se preservar.”
 
 
(Jorge Luiz Vancellote)