O Poeta que Ouviu Deus



Uma vez andava sem rumo e avistei um mendigo catando lixo.

Aproximei-me dele e lhe dei uns trocados.

E ele me agradeceu com uma poesia:

“Obrigado meu amigo. Um dia Deus acerta contigo”.

Ele falou mais algumas coisas:

“Eu andei muito revoltado. Pois algumas pessoas me difamaram em minha cidade. Saíram dizendo que eu era ruim, maluco, isso e aquilo... Perdi o emprego, a família etc.
Então Deus falou comigo: “Assim como uma gota de água não escorre para cima, ou como uma pedra sempre cai para baixo, a vingança e a justiça são minhas! E tudo na vida é assim. O que é torto fracassa. É assim dês de as leis da física, na natureza e nos homens. Siga em paz.”
Você pode estar achando ruim que eu seja um mendigo. Mas o fato é que até semana passada eu ainda nem saía da cama, nem andava. Venho melhorando a cada dia. Ao passo que as pessoas que fizeram isso comigo estão desequilibradas físico e mentalmente.”

Cabeça de Pombo



Ele apenas foge da dor e busca o prazer.
Assim a falta de educação faz aparecer...
Muitos pombos ao amanhecer.

Dão-nos milho e água.
E assim ainda agradecemos está roubada.
Os governos adestram e não educam.

O único jeito de deixar de ser “pombo” é aprender a questionar.
Indagar...
Meio pombo é bom.
Pombo inteiro já não é homem então.

O “pombo” procura rótulos e supostas soluções rápidas para a vida e os outros.
O “pombo” sente dor ao menor pensar.
Deixa como está.
Quem questiona em meio aos “pombos” passa a ser o errado então.
Quem pensa pode dar muito trabalho aos nobres também.
Pois pensando e questionando se nega a ser "pombo adestrado".

Hora de beber água...
Passa o milho aí, por favor.



                     Rodrigo Jorge Bucker – Niterói 2013

O Problema é Ser Normal





Vejo com muito pesar e temor uma sociedade que busca a perfeição em tudo e em todos.

Cada ser humano, ao contrário de edifícios etc. é uma experiência única e nunca repetida. Seja mesmo no campo genético, biológico. E que dirá mais ainda no mental ou psíquico.

O grande equívoco, desta busca pela dita regra do normal, é justamente este: Tentar normatizar o que não se pode.

O resultado: Uma sociedade que tende cada vez mais ao triste e infeliz. 

Tudo isso gera uma sociedade muito teatral. Representativa e por fim frustrada. Pois todos têm que ser ótimos em tudo e sempre perfeitos.


                      Rodrigo Jorge Bucker – Niterói 2013

Nosso Inimigo é o Sistema


O inimigo comum.
Está em tudo e em lugar algum.

Ele já sente a ferrugem lhe comer.
Já dizia Zé Ramalho.
E de fato,
A árvore aos poucos está perdendo seus galhos.
E agora, escrever dá mais trabalho.

Quem escreve pensa;
Quem pensa renega;
Quem renega polemiza;
Quem polemiza pode perder a camisa.

Deveria ser o contrário...

A arte de educar é antes de tudo fazer pensar.
Nunca somente concordar.
Mas criticar, contestar e sonhar.

Fórmulas prontas fazem máquinas.
E máquinas fazem apenas outras máquinas.
E isso dá ferrugem.
Máquinas enferrujam.
Gente se suja e toma banho.
Sabendo que amanha se sujará novamente.
Movimento corrente...

Um escritor que não quer ser criticado não pode escrever.
Mas um escritor não deve ser execrado pelo que vão ler.

Liberdade de expressão.

Obrigado.



                       Rodrigo Jorge Bucker – Niterói 2013

A Palhaçada

                        
Parece uma piada, mas é verdade.

Os falsos nobres e suas emboscadas.

Aprumadas, engomadas e falsificadas.

São os verdadeiros culpados.

Mas como bons covardes,

Sempre culpam os pobres.

O problema principal do pobre, é que como condição de servo,

Ele acaba fazendo o que os falsos nobres mandam.

Muitas vezes,

Ficando contra outro deles.


                    Escravo Isauro – Senzala – Niterói 2013

Qual o Seu Crime Meu Filho?


No dia do julgamento final, eu um mero humano, fui sem muitas pretensões...

Então diante de Deus, eu, com a minha cara meio de paisagem fiquei...

_ “Qual o seu crime meu filho?”, perguntou Deus.

E eu respondi: Eu cometi um erro muito grave senhor. Creio ter cometido um dos piores crimes que pode existir.

Então Deus, todo poderoso, colocou a mão levemente no queixo e fez: “Hummm”.

E novamente perguntou: - Qual?

Eu já meio exausto de apanhar, falei baixinho: É que eu escrevo.

Deus: - Como!?

Eu: - Eu sou escritor.

Deus: - Meu Deus! Digo, caramba! Afinal eu sou o próprio Deus.

Eu: - Então senhor, é muito grave isso?

Deus: - Sim foi um erro gravíssimo!

Eu: - Fudeu...

Deus: - Não! Não! O erro foi todo meu.

Eu: - Como!?

Deus: - Te coloquei no país errado! Me desculpe. Agora você vai ter que reencarnar. Escolhe um país aí...

Eu: - Ok. Serve o Brasil!?

Deus: - Mas foi de lá que tu veio homem!

Eu: - É que o senhor pode ter errado nisso. Mas acertou em cheio no quesito teimosia! Quero ajudar a educar este povo maravilhoso! Obrigado Deus.

Deus: - Que seja feita a sua vontade! Paz na terra e glória nos céus aos homens de boa vontade.


                        Rodrigo Jorge Bucker – Niterói 2013

O Rico Tem Desejo


O rico tem desejo.
O pobre tem fome.
A classe média tem o que come.

Mas se o rico tem desejo,
E a classe média tem o que come...
Pobre daquele homem!



                       Rodrigo Jorge Bucker – Niterói 2013

Castelo de Cartas


Eles vivem erguendo-os.
Os burgueses e seus apelos.
O sonho burguês surreal.
Fomentam a fome e o mal.
Descomunal.

Os castelos de cartas são sustentados pela aparência e vaidade.
São as aparências de muitos falsos nobres.
Existem verdadeiros “reis” por aí bem mais pobres.
Moram em casas simples.
Passam fome e dificuldades.
Mas não se vendem à vaidade.

Os falsos nobres fazem de tudo para sustentar está desgraça.
Sabem no fundo que seus falsos castelos não passam de farsa.
Sabem que ao menor vento da verdade tudo vira fumaça.
Trapaça...

Fomentam a dor e a falta de cobertor.

O verdadeiro frio está dentro de suas almas.

Gelados...
Seres petrificados.
Mal acabados.
Por Deus são meio renegados.

Quando a dor da consciência lhes vem.
Pensam ser a hora de comprar mais alguém.
Acabam por não serem mais ninguém.

O pobre que é “comprado”,
é apenas alguém que teve antes tudo roubado.
Logo, sempre são os falsos nobres os culpados.

O vento sopra...
É hora do falso castelo ir pelos ares.
O mundo é de todos.
Todos devem ter seus lares;
Passear nos lugares;
Ter os seus pares.
A resistência está aí.
Obrigado.

Soluções do Brasil


Em geral as pessoas não sabem ou não associam.

Mas a solução de nossos problemas, até mesmo na saúde, estão intimamente ligados ao problema do transporte.

Um trabalhador que se cansa e estressa, mais nos engarrafamentos e devido as péssimas condições dos meios de transportes, do que no seu trabalho propriamente dito, é um dado gritante que denota um país literalmente parado.

O cara literalmente acaba indo para o trabalho descansar. Chega no trabalho já exausto.

Aumentam-se aí os acidentes de trabalho, erros médicos etc.

Um país que não cuida dos seus transportes é um organismo que não cuida de suas artérias. E acaba doente.

É um tremendo equívoco culparmos sempre os cidadãos (células), de tudo que está errado no nosso país.

É o mesmo que exigirmos que nossos músculos consigam trabalhar sem oxigênio.

Por isso fico pasmo com políticas comportamentais e nada sociais e econômicas.

A política deve, antes de tudo, cuidar apenas do que deve.

Social, educação, saúde, meio ambiente, economia e transporte.

O restante melhora junto.

O comportamento de uma pessoa não é algo adestrado.

É algo educado.

Uma sociedade educada tende a se comportar realmente melhor. E isso, no sentido adequado da palavra. Se comportar bem é: não fazer mal ao próximo e respeitar as leis. Não tem nada haver com ditadura comportamental surreal.



                       Rodrigo Jorge Bucker – Niterói 2013

Tiririca é o Cara


Ninguém melhor do que um palhaço para entender está palhaçada toda.

Tirando o cara mais sério atualmente lá de Brasília, que é o Tiririca. Podemos salvar somente alguns mais.

É realmente uma palhaçada nacional.


Um hospício federal. 
Chamado Brasília, 
a nossa capital.