sábado, 14 de dezembro de 2013

Encarando a Minhoca




Alguns pensam dar exemplo de força.
Mas dão exemplo de covardia e fraqueza.

Juntam-se contra um homem só, por exemplo.
Isso é força?
Faz-me rir.

Ela entrou no globo ocular...
Saiu pelo canal auditivo e prosseguiu...
Entrou pelo reto, passou pelo estômago...
E saiu pela boca.
Já farta de alimento humano.
Ela satisfeita seguiu seu plano.
É a minhoca e seu jantar humano.

Depois de uma vida inteira de esnobação, glamour
e covardia à vidas alheias...
Eles encontraram um adversário infalível e final.
Lá na cova todo mundo é igual.
A minhoca não diferencia quem comeu caviar ou feijão no jantar.
Ela vai jantar...
Homens perdem suas vidas brigando com outros...
Criando inimigos...
Pra que?
Pra minhoca ter o que comer.

Sorria.
Ainda há amanhecer.
Está há algum tempinho do encarar.
Aproveite a vida enquanto a minhoca não pode te pegar.
Status, aparência, poder, glamour, muita riqueza...
No fim servem a sua realeza.
A realeza da minhoca.


                    Rodrigo Jorge Bucker – Niterói 2013