domingo, 17 de novembro de 2013

Caos e Ordem





Hora nos sentimos seguros no caos.
Hora na ordem.
A bagunça organizada.
A ordem bagunçada.
Não é piada.
É a simples realidade e sua real simplicidade.

O caos alivia a ordem.
A ordem suaviza o caos.
É Newton de mãos dadas com Einstein.
Pulando corda.

Os extremos permitem o reencontro no meio.
O caminho do meio.
O bom senso.
O militar que é dançarino.
O dançarino que é engenheiro.
O movimento sujeito.
O sujeito sujeita seu trejeito.

É a precisão do caos e a falha da ordem.
A completude da falha e a cegueira da navalha.
E vice versa.
Por fim a entrega.
E a humildade.
A grandeza da pequenez.
O homem que pequeno é,
Ainda se vê e ao mundo por meio do “buraco da fechadura”.
Assim navega no mundo com seu pequeno grande leme.


                      Rodrigo Jorge Bucker – Niterói 2013

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

O Poeta que Ouviu Deus



Uma vez andava sem rumo e avistei um mendigo catando lixo.

Aproximei-me dele e lhe dei uns trocados.

E ele me agradeceu com uma poesia:

“Obrigado meu amigo. Um dia Deus acerta contigo”.

Ele falou mais algumas coisas:

“Eu andei muito revoltado. Pois algumas pessoas me difamaram em minha cidade. Saíram dizendo que eu era ruim, maluco, isso e aquilo... Perdi o emprego, a família etc.
Então Deus falou comigo: “Assim como uma gota de água não escorre para cima, ou como uma pedra sempre cai para baixo, a vingança e a justiça são minhas! E tudo na vida é assim. O que é torto fracassa. É assim dês de as leis da física, na natureza e nos homens. Siga em paz.”
Você pode estar achando ruim que eu seja um mendigo. Mas o fato é que até semana passada eu ainda nem saía da cama, nem andava. Venho melhorando a cada dia. Ao passo que as pessoas que fizeram isso comigo estão desequilibradas físico e mentalmente.”

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Cabeça de Pombo



Ele apenas foge da dor e busca o prazer.
Assim a falta de educação faz aparecer...
Muitos pombos ao amanhecer.

Dão-nos milho e água.
E assim ainda agradecemos está roubada.
Os governos adestram e não educam.

O único jeito de deixar de ser “pombo” é aprender a questionar.
Indagar...
Meio pombo é bom.
Pombo inteiro já não é homem então.

O “pombo” procura rótulos e supostas soluções rápidas para a vida e os outros.
O “pombo” sente dor ao menor pensar.
Deixa como está.
Quem questiona em meio aos “pombos” passa a ser o errado então.
Quem pensa pode dar muito trabalho aos nobres também.
Pois pensando e questionando se nega a ser "pombo adestrado".

Hora de beber água...
Passa o milho aí, por favor.



                     Rodrigo Jorge Bucker – Niterói 2013