sexta-feira, 21 de junho de 2013

O Saco Inquieto – Alberto Carreteiro


Era um rapaz...
O seu saco não lhe deixava em paz.

Mas que saco inquieto.
Que saco sempre insatisfeito.
Um saco e seu sujeito.

Essa é a história de um rapaz que conheci.
Era bem humorado, nos fazia rir.

Do espaço talvez...
O que importa de onde era?
Muito menos para ele.
Seu objetivo supremo e rotineiro,
Era comer alguém.
“Senta aqui neném...”
“Vem cá meu bem.”
“Eu quero você também!”
Frases desse “ET” do bem.

Que saco inquieto.
Não parava quieto.
Gozava até o teto.

De chapéu às vezes.
Ele gostava de psicologia.
Uma dita ciência meio vadia.
Afinal,
Não se pode fazer ciência alguma com o que não se vê.
Entendeu o porque?
Não?
Então foda-se.
Um dia vai entender.
Mesmo que antes vá enlouquecer.

Uma braço,
Meu amigo do espaço.


                          Alberto Carreteiro – Niterói 2013