quinta-feira, 30 de maio de 2013

Trabalho de Fotos Artísticas


Foto feita a partir da luz do Stand By da minha TV


Foto feita a partir de determinado ângulo da luz do LED do mouse.

Foto feita com um colchão de espuma e uma lanterninha

quarta-feira, 29 de maio de 2013

A Volta de Michel Foucault



Foucault, como é chamado, foi um filósofo e pensador.

Ele fez duras e importantes críticas ao modelo da psiquiatria.

Seu trabalho, em boa parte, foi apontar a cruel realidade escondida por debaixo dos panos na psiquiatria.

Ele ressaltava que a psiquiatria servia à sociedade e não ao sujeito ou paciente.

Os ditos loucos eram internados e execrados do meio social.

Ele apontava o interesse da burguesia da época em tal feito.

Afastando e punindo os pobres e miseráveis com rótulos de doentes, e assim se livrando deles. Como se os jogassem no lixo.

Era considerada pela burguesia literalmente uma desinfecção das ruas.

Na época de Foucault ele criticava os manicômios.

Hoje a crítica é aos fármacos e o uso indiscriminado e assassino por tais profissionais.

Se antes haviam internações. Hoje ocorrem também, mas de forma ainda mais cruel muitas vezes. Pois o dolo é mascarado, e pessoas ficam dopadas sem saírem de suas casas.

Essa é a evolução da psiquiatria?

Drogas que podem provocar micro lesões em nossos cérebros?

Alguém briga com a namorada e é tido com um problema neuroquímico, a depressão etc.

Infelizmente neste caso, Michel Foucault e suas críticas perduram mais vivas do que nunca.

Parabéns Michel Foucault!

Obrigado.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

A Poesia No Bar




Eu não sei por que não cheguei nela...
Ela estava lá me olhando por toda a noite.
Naquele bar.
O que que há?
O que que há comigo?
Não sei.
Um pouco de medo.
Misturado com desapego.

Cerveja...

A poesia em espuma loira radiante.
Ela era loira.
Me olhando a todo estante.
Eu dei molhe, confesso.
Parecia até principiante.

Ela mexeu no cabelo.
Ela mexeu comigo.
Suspiro.
Desatino.

Que loira.
Eu podia ter ido lá falar com ela.
Mas que novela.
Por que será que não fui?

Nada, nem ninguém, me obrigava a não ir.
Então...
Repressão.
Talvez.

Enfim,
Não fui.
Provavelmente,
Como muitas outras horas,
Nunca mais a veja.

Dedico está poesia a ela.
Talvez soubesse que iria sofrer com ela.
Sou forte,
Mas meu coração é fraco.
De vidro e não de aço.

Naquele momento ela foi minha.
Um momento só nosso.
Nos devoramos em olhares.

Ainda estou meio bêbado.
Escrevo em desespero.
Numa tentativa de exorcizar,
A falha ao não chegar.
Ao não abordar.
Aquela loira a me olhar.

Obrigado por me olhar.
Você matou o tesão do meu ego.

Gostaria de te encontrar novamente.
Ainda estou meio enferrujado e carente.


                        Rodrigo Jorge Bucker – Niterói 2013

quinta-feira, 16 de maio de 2013

O Inferno Ainda é o Outro





Uma antiga frase dizia assim: “O inferno é o outro”.

Brincando com essa idéia, eu cunhei: “O Inferno Ainda é o Outro”.

E o que quer dizer isso?

Quando o homem vislumbrou o avanço da ciência, ele sonhava de algum modo, ser possível ultrapassar a barreira que separa justamente um homem do outro.

Que barreira seria essa?

A consciência humana e seu subjetivo.

Quando estamos olhando para alguém, ou melhor, para o outro. Estamos diante de fato, apenas do seu corpo físico.

Quando criança, vemos muitas brincadeiras e desenhos que brincam com essa idéia. A imagem do menino que abre a cabeça do coleguinha para ver o que há lá dentro.

É um desejo humano. O de querer realmente saber o que se passa com, ou o que é realmente o outro.

Amadurecemos e percebemos mais está fantasia maravilhosamente humana.

Demasiadamente humana.

Hoje, quando vejo alguns “estudos” de “neurociência”, me remeto a está estória.

Com o intuito infantil, assim como o antigo e velho humano medo, da dor ou da morte, o homem moderno tenta neste velho sonho de criança.

Todo ser humano vive este “conflito” em algum nível ou forma.

Os Homens são indivíduos. E nos seus íntimos sabem que estão sempre sós.

Você pode estar numa sala cheia de amigos. Mas na real está só.

É então, que surge o “conflito”.

Ao mesmo tempo que o Homem se percebe só, ele também se percebe junto. É um ser sociável e precisa do outro. Até mesmo para se ver separado dele.

O sexo é algo tão forte no Homem, devido justamente ao proporcionar uma união muito forte, muito próxima, de um com o outro.

Daí também a idéia do pecado.

Os Homens ficam meio confusos com o sexo, justamente por ser este encontro tão próximo.

Fazendo uma analogia, é como se perdessem um pouco da razão, momentaneamente. O símbolo de Deus é a razão, a verdade, o que nos ilumina o caminho.

Daí este conflito, diria histórico do ser.

O sexo simbolizando o mal e a castidade o bem.

A questão é que não precisamos deste extremismo todo, somos Homens modernos, ao menos pretendentes ao cargo de.

Quando então, falam que o inferno é o outro, justamente é por toda está questão. O "outro" é sempre a dúvida, o imprevisível, o desconhecido conhecido.

O outro deve ser mesmo assim. Sempre e literalmente: o outro.

A fala, os gestos, nos aproximam um do outro. É a linguagem.

A linguagem serve justamente para objetivar um pouco o subjetivo do outro.

Assim, o outro continua sendo o inferno.

Mas que inferno lindo.

Ou ainda, linda.


                        Rodrigo Jorge Bucker – Niterói 2013

domingo, 12 de maio de 2013

Alberto Carreteiro – O Poeta





O poeta.
O poeta é o atleta das letras.
E da munheca.

O poeta punheta.
Punheta o poeta.
Aja munheca.

O poeta punhetou,
Enquanto banho tomou.
A poesia pede água fria...
Ou aquela vadia.

O poeta homenageia a dama com a letra.
E a puta com a munheca.
Poeta.
Punheta.
Atleta.
Mas que munheca.
Pateta.

O poeta escreve com a caneta.
Mas gosta de tocar punheta.

Mas que porra é essa!?
Chega de masturbação.
Agora vou transar com você no chão.
Vem cá gata!
Me dá esse bundão.
Bota ele na minha mão.
Que tesão!
Uaaaaaaaaaaa......
Eu sou foda meu irmão.
Sou o Albertão.


                          Alberto Carreteiro – Niterói 2013

sábado, 4 de maio de 2013

A Desvalorização da Vida



Com tanta violência hoje em dia, muitas pessoas crêem que matar um outro é trivial.

A polícia passa a atirar primeiro e perguntar depois.

Muitos passam a julgar pela aparência e fofocas.

Muitos cidadãos de bem morrem em nome disso.

A sociedade que se diz moderna parece voltar à barbárie medieval.

Em nome dessa covardia moral as privacidades alheias são violadas.

Com medo de tudo e todos, a ordem é quase eliminar o que potencialmente pode ser arriscado.

Ironizando: é como se a população castrasse os homens, por serem os mesmo dotados de pênis, e logo capazes de praticar um estupro.

Ou seja, a distorção de valores na sociedade da aparência é surreal.

Voltamos à patamares da infância. Onde o malvado veste preto e tem cara feia ou séria. E o bonzinho usa “branco”, precisa falar manso, ser frágil e delicado o tempo todo.

Melhoras!


                      Rodrigo Jorge Bucker –Niterói 2013

A Tática Deles:



É simples para meu entendimento agora.

Em toda História do mundo e de suas Nações, a tática dos dominadores ou da burguesia, foi e é, colocar a população contra si mesma. Um cidadão contra o outro.

A tática desse domínio ou “controle” sempre foi essa. Mudando as estratégias de acordo com o cenário mundial, cultura etc.

Aqui no Brasil o que ocorre é:

Dividiram a Nação em dois grupos distintos.

De um lado os da bandeira do arco íris, e do outro, os da bandeira sacra ou religiosa.

Ocupando a população com essa questão, como se só ela existisse e fosse o ponto crucial das coisas.

Dividindo assim uma Nação em “duas tropas”.

Fomentando assim a discórdia entre o mesmo povo de um mesmo País.

Não é difícil concluirmos esse propósito...

É lógico, que os únicos que se beneficiam disso tudo são os Estados Unidos e os Países dominantes da Europa, como a Inglaterra e França.

Enquanto nossa população passa a História da humanidade em guerra entre si mesma, fomentando a violência, a falta de educação, apenas crendo que cultura é “futebol e samba” etc. viveremos esse drama.

A saída para isso não é uma outra guerra, seja civil ou não. Já estamos vivendo uma guerra civil.

A saída é justamente a paz.

A saída é a cultura, a educação, no real sentido dessas palavras.

A única maneira de combater o preconceito é a educação.

A religião também não pode ditar comportamento algum para quem não quer.

Cada um no seu quadrado. 

Enquanto a pouca cultura que temos estiver atrelada a interesses meramente políticos, iremos na mesma.

Educação, antes de mais nada, é sinônimo de LIBERDADE.

Caros leitores, viva a liberdade!

Vamos devolver os enlatados aos americanos, devolver o comportamento de fachada aos franceses, e a falsa realeza aos Ingleses!

Nós somos os nobres dessa História.

Temos um dos Países mais ricos em matérias primas do mundo, se não o mais rico.

É hora do troco.

Não estou contra os nossos empresários. Eles também são brasileiros.

Apenas vemos a maioria ofuscada por essas nações que citei.

Quando vivermos numa Nação livre e independente realmente, cada centavo de nossa moeda valerá muito mais, e cada empresário além de rico vai poder dormir em paz.

Obrigado!


                       Rodrigo Jorge Bucker – Niterói 2013

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Seria Fernando Pessoa um Marginal?




Muitos brasileiros ainda crêem que trabalho só é trabalho, se for de “enxada e de sol a sol”.

Logo, teríamos que concluir que todos os nossos artistas e/ou escritores foram ou são marginais e vagabundos.

Sabemos bem que isso não é verdade. Muito pelo contrário.

Em contra partida, sim, existem muitos políticos almofadinhas, ganhando milhões e teoricamente trabalhando em plenários etc.

Esse cenário aponta sim, para o que costumo criticar aqui, que demonstra, como o povo brasileiro aprendeu e se condicionou a exportar a cultura americana e européia.

Crendo literalmente então, que o lugar do trabalhador brasileiro é na estiva, e do americano em Hollywoody fazendo filmes e produzindo cultura.

É nesse quadro que passamos a literalmente encarcerar nossa Nação nas mãos dos americanos e europeus também.

E apenas, e só, poderemos ser realmente uma Nação livre e soberana, declarando realmente a nossa independência.

Do contrário, permaneceremos para o resto da vida sendo classificados como países subdesenvolvidos.
Penso ainda pior. Na dura realidade, ainda somos uma mera colônia de exploração.

Eternos escravos e eternos escravocratas.

É hora de protesto!

Convoco o povo brasileiro que saia nas ruas, para o trabalho etc, com o símbolo que criei, do nariz de palhaço.

Muito obrigado!


                     Rodrigo Jorge Bucker – Niterói 2013