sexta-feira, 12 de abril de 2013

Itacoatiara a Poesia na Praia




Itacoatiara a poesia na praia.
Passe lá.
Poesia vadia. Por que não?
Só trabalha bem quem hora vadia neném.

Mergulhe...
Tire a saia.
A natureza está no ar.
Na pedra.
Ou ao surfista bailar,
nas ondas que irá dropar.
O surfista escreve a poesia nas ondas do mar.

O que que há?
Vem logo pra cá.
Mas não esqueça do lixo na lixeira colocar.
Pois essa beleza deve perdurar.

Então vamos lá...
1, 2, 3 mergulhos vou dar.
A onda que me banha parece o baixo astral lavar.
Então, vamos lá...
1, 2, 3 cervejas vou tomar.
Aquela sereia é impossível não admirar.
Ela anda, mas parece uma deusa
flutuando na água ou no ar.
Isso me faz suspirar.
Ahhhhh...

Então, vamos lá...
um sanduíche e um mate vou tomar.
Claro, com aquele chorinho de mate geladinho.
Itacoatiara é nome indígena.
E virou sinônimo de natureza.
Natureza que sempre foi de Niterói,
e do mundo, a real e maior nobreza.
Com certeza me disse meu amigo marceleza.


                      Rodrigo Jorge Bucker – Niterói 2013

A Gaivota Voa



Voa gaivota...
Voe para longe daqui.

Voe para longe do homem que quer te ferir.
Voa pra longe do homem,
que sonha compreender a si e a ti,
numa ilusão sem fim.

Voa...
Pois muito ao contrário, tu não voas só pra caçar, procriar
ou algum instinto buscar.
Tu voas pra planar, passear, brincar e saborear a vida.
Voa bem alto e salve-se daquele que se julga melhor que você.
Sorria e goze.
Goze também daquele que te enjaula, 
mas nunca pode lhe prender ou realmente tocar.

Enfim, morra.
Pois merece um dia não mais viver.


                      Rodrigo Jorge Bucker – Curitiba 2013