terça-feira, 19 de junho de 2012

Entrevista com Alberto Carreteiro

Alberto, é um prazer fazer essa entrevista com você aqui no meu Blog.

  • Ok, ok. Vamos direto ao assunto Rodrigo! Eu não gosto de blá blá blá não.

Rsrsrs, você é uma comédia Alberto.

  • Eu apenas sou muito sincero e falo a verdade sem papas na língua. Prefiro uma boca e uma língua gostosa de mulher na minha língua. Kkkkkkkkk.

Rsrsrsr, Ok. Essa entrevista vai ser boa. Rsrs.
Vamos lá Carreteiro... Eu tenho te dado espaço aqui no meu Blog com suas poesias, mas tenho recebido duras críticas ao modo como você literalmente se expressa. O que acha que incomoda tanto as pessoas nas suas poesias sexuais?

  • Eu creio, infelizmente, ser a palhaçada humana de sempre. Sempre a hipocrisia e medo social das pessoas se enxergarem como humanas e dotadas de emoções, sejam positivas ou negativas, assim como a sexualidade etc.

Interessante essa colocação. Você diria que na verdade é como se você apontasse os trincos no espelho que muitos fazem questão de esconder de si mesmos?

  • Com certeza Rodrigo! E é por isso que liberei para você todo o direito de colocar no seu Blog minha obra. Que como intitulou muito bem, é "poesia sexual" mesmo. Você é um cara extremamente inteligente! Obrigado!

Obrigado a você Carreteiro! Digo o mesmo pra você! Pra mim, e você sabe bem disso, o Blog é seu também.

Alberto Carreteiro, você começou a escrever as poesias sexuais por algum motivo especial, ou algum propósito em particular?

  • Eu sei bem que toda arte, assim como tudo em se tratando do ser humano, e brilhantemente como disse Fernando Pessoa, que pra mim é o maior gênio da poesia sem dúvida, ele disse: “Toda classificação é boa e útil mas falsa”. 
    Eu escrevo simplesmente para me divertir e divertir o público. 
    A sexualidade é marginalizada em nossa sociedade, justamente por ser encarada assim, como algo sujo e marginal, mas ninguém é obrigado a ver assim a coisa. A história de "pecadizar" o sexo é algo que é herdado do feudalismo, ligado à igreja e ao poder da burguesia. Hoje a coisa vai na mesma. Mudam-se um pouco as regras do jogo, mas é o mesmo jogo. E fazendo as pessoas crerem que devem se punir ou reprimir suas questões sexuais, é uma bela forma de manter essas pessoas longe das reais questões políticas que envolvem toda nação. Enquanto alguém passa sua vida se sentindo o pior dos piores por ter desejo sexual, seja heterossexual ou homossexual, a coisa vai assim, muito mal. 
    Foi justamente essa hipocrisia social que crucificou o próprio Jesus.

Alberto Carreteiro, o que diz a muitas feministas que dizem que você não passa de um cara metido a machão e galinha?

  • Hahahaha, galinha, elas adoram me chamar de galinha rsrs. Rodrigão, é o seguinte, as feministas são a própria hipocrisia de saia.
    Toda feminista que já namorei ou saí, pede pra eu falar todas essas sacanagens que sempre digo em minhas poesias, 
    lá na hora H.
    E olha que ainda me sugerem coisas, que nem mesmo eu, 
    já imaginei em minhas poesias mais quentes rsrs.
    As mulheres são os seres mais paradoxais que já conheci.
    Deve ter haver com tantas mudanças hormonais.
    As mulheres adoram pênis, disso todo mundo sabe. Mas quando Freud falou sobre a inveja do pênis, justamente tem haver com a questão do poder masculino sobre a fêmea na hora da relação sexual. Daí a expressão "comer", "eu comi ela" e tal, quem come é o homem, "ah ele comeu aquela mulher", comer é uma expressão que simboliza um ato ativo, de soberania, de domínio, de poder do macho sobre a fêmea. "E aí comeu?" rsrs.
    A mulher na sociedade atual cada vez mais tende a ocupar e disputar esse local, “o comer” com o próprio homem. Seja no mercado de trabalho, seja onde for, até mesmo na cama.
    E é aí que paradoxalmente, ela por um lado, deseja que o macho a possua virilmente, mas por outro lado, deseja a sua castração, a sua impotência, literalmente. E tem conseguido.
    Hoje vemos um número crescente de mulheres cometendo até crimes de assassinatos idênticos e pelos mesmos motivos que antes só os homens matavam. 
    Não sou machista, apenas sei que o feminismo ou qualquer “ismo” é sempre extremado e ruim. Se o machismo ou sociedade patriarcal era ruim, é justamente por ter sido um extremo também. Os extremos devem ser conhecidos e vividos sim, mas para que possamos nos manter mais no meio. Só podemos habitar o meio conhecendo seus extremos. Nem feminismo, nem machismo, mas sim, humanismo.
    A questão e o conflito moderno é totalmente este. Homens e mulheres se rearranjando na sociedade moderna.
    Talvez, e faz todo sentido, pensar que apostamos numa sociedade da aparência, justamente pelo feminino ser sempre muito voltado à aparência e vaidade física. Batons, maquiagem em geral, é uma boa analogia. A questão do politicamente correto é também essa, "politicamente correto" me lembra a imagem da mãe brigando com o filho que disse um palavrão. 
    O cidadão tem que ser correto e ponto, não tem esse papo de politicamente correto. Respeite a lei e ponto. Agora, ninguém tem obrigação de pensar igual a ninguém e muito menos a se comportar igual a ninguém, ou a ter as mesmas ideias que ninguém, oras bolas. Se as leis que já existem fossem 50% mais respeitadas já viveríamos num país muito melhor. Ficar inventando mais leis nunca foi solução nenhuma. Muito menos ficar dizendo como deve-se ou não fazer piadas ou andar na rua etc. Ficar superlotando o judiciário com processos de "fulaninho me ofendeu", só torna o que já é lento insuportável baby!
    As mulheres são figuras românticas de mais, buscam muito o "ideal" em suas fantasias, e realmente sonham com um príncipe  rico, educado, inteligente, romântico e com o pau duro na hora que elas desejarem. Em busca desse príncipe estão fabricando sapos.
    Penso que passamos por um momento necessário para que uma sociedade madura possa surgir depois que esse furacão feminista passar e perder força.
    A imagem que gosto desse momento é a figura do neurótico, que tenta segurar uma enorme e impossível quantidade de caixinhas ao mesmo tempo com seus braços, e que por fim, deixa cair tudo no chão.

Alberto Carreteiro!! Eu quero dizer que é uma honra sem antecedentes essa entrevista que você me concedeu. Quero dizer novamente que o Blog é seu também. E gostaria de terminar aqui com uma frase de Gandhi: “Comece por você a mudança que quer para o mundo”. Carreteiro muito Obrigado e parabéns!!

  • Rodrigo, você é um dos poetas e pensadores que mais me agradam atualmente. E o que mais gosto em você não são suas poesias propriamente, mas as ideias e ideais que vão juntos. Eu agradeço muito a você por esse espaço aqui, e vamos em frente! Um grande abraço. 
    Sabe, é interessante a sensação de ter uma ligação muito forte com suas ideias. Abraço!

Alberto Carreteiro é um homem muito simples, quem o vê andando nas ruas de Niterói não pode imaginar que mora numa grande cobertura com vista pro mar em Icaraí. 

Obrigado a todos!


                        Rodrigo Jorge Bucker - Niterói 2012

terça-feira, 5 de junho de 2012

ETvindo - Coisas de Sexo

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Hoje cismei de ir lá...

Não sei o que há comigo, não sei o que me faz ir sem parar ver aquele povo.

Haviam vários seres, a principal diferença física que notei entre eles era o fato de uns terem uma espécie de objeto cilíndrico entre os membros inferiores e outros terem apenas um orifício.

Então quis entender um pouco mais sobre essa marcante diferença.

Passei a notar que os seres de cilindros passavam a vida inteira juntando uns papeis pintados, com os quais tinham poder e atraíam esses outros seres por isso.

Aquele papel impressionantemente e loucamente dava a beleza aos feios e nobreza aos bandidos.

Então aquele que tivesse mais papel pintado conseguia comprar as melhores gaiolas automotivas e como consequência conseguia atrair esses outros seres com orifícios entre os membros inferiores.

Muitos desses seres com orifícios tinham uma atração fascinante por essas gaiolas que andavam nas pistas.

E o mais incrível é que passavam toda uma vida nessa busca, e por fim o único objetivo e maior de todos era se encontrar e se unir por esses apetrechos estranhos. Os seres com cilindros introduziam seus cilindros dentro desses orifícios dos outros seres e no final havia uma comemoração estranha e agitada.

Muitos deles nunca mais se viam.

Algo intrigante me chamou muito a atenção, alguns ali explicavam esse fato baseando-o num suposto instinto de reprodução entre as espécies. Mas era evidente que a maioria fazia aquilo sem querer se reproduzir simplesmente. Então era como se esses seres tivessem um certo domínio por tais instintos.

Algo um pouco evoluído pensei eu.

Bom nesse dia voltei pra marte me achando realmente um ET, uffff ainda bem.


ETvindo – Marte 2012



Tradução humana


O ETvindo se deparou hoje com a sexualidade humana e constatou que haviam homens e mulheres.

Viu também a importância dada por essa sociedade ao sexo e o desejo inconsciente das pessoas de realmente se aproximarem umas das outras. Caracterizando um ato sexual.

No meu ponto de vista a relação sexual é o momento que temos de "mais próximo ao outro", quase numa tentativa de ocupar o lugar do outro. Não é por acaso que muitos problemas psíquicos interferem no campo sexual. Não é por acaso que dizemos "perder a razão", ou "você me leva a loucura!". 
Não é por acaso que a sexualidade ganha um caráter filosófico e religioso em alguns lugares do oriente.

A questão sexual é realmente o que há de mais forte no ser humano, mais forte que o desejo de se alimentar até. Por isso foi motivo de atenção exacerbada de Freud e outros. Há uma relação do poder altamente ligado a isso. Ironicamente ou não a verdade é que Freud era um taradão e louco pelo poder. Mas até mesmo por isso teve sacadas geniais, outra banais mesmo. 

ETvindo percebeu o poder muitas vezes visível no status de quem tem essas “gaiolas automotivas” (automóveis) que mencionou.

Muitos homens tendem a buscar suprir suas carências sexuais como ter um pênis pequeno etc, literalmente por um maior, uma “prótese” maior, um grande carro, ou uma arma de fogo. Talvez fosse mais apropriado um cassetete rs.

ETvindo notou também e se chocou com a figura do dinheiro, pra ele apenas um papel pintado. Se observarmos bem ETvindo notaremos uma grande semelhança da sua figura com a de uma criança, e realmente uma criança é como um ET que acabou de nos chegar. Ingênua e carente das relações sociais que vão a transformar. Neutra em seus valores. Por isso uma sociedade deve ser avaliada por conta de como ela trata suas crianças, o resto é balela, literalmente pra boi dormir. Um abraço a todos.

A loucura depende sempre do foco de quem olha.


                      Rodrigo Jorge Bucker – Niterói 2012