quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Espelhos Tortos

Muita gente precisando urgentemente de novos espelhos.

A minha gente viciou-se em reflexos tortos e ofuscados.

Pessoas, não raramente, por não mudarem,
não aceitam a mudança alheia.

Todo ser muda mais que qualquer espelho.
Nisso não é difícil crer.
Mas então, é só isso.
Muita gente não se reconhece mais,
do ponto em que pararam lá atrás.

Na verdade, nem mesmo o ponto existe mais.
Mas tanto faz.
O espelho torto tem que mudar,
se novamente quiserem sonhar.

Pois acertar as curvas do espelho é possível.
Mas jamais,
podemos no tempo voltar atrás.


                      Rodrigo Jorge Bucker - Niterói 2012

Vaidade pela Humildade

Ando na minha cidade e tenho vaidade.

Mas vejo o equívoco aparecer diante de todo amanhecer.

Mulheres belas, 
de belas pernas,
na vida e na novela,
na cobertura ou na favela,
que enganosamente contemplam mais a bolsa e sua cor,
do que toda beleza natural e seu louvor.

Admiro mulheres bem vestidas e educadas.
Mas jamais as com falsidade arrumada e aplumada.
Seria a evolução da "perua" para a "perua-camaleoa".
Cada hora com uma bolsa diferente e de cor alternada.
Disfarçada.
No fundo,
no fundo: Uma linda carente arrumada.

É assim mesmo que funciona agente.
Eu mesmo critico, 
mas por outrora admiro a mesma gente.

Carente, que seja.
Ainda bem,
pois se o não?
Quem iria me pedir abrigo e paixão?
Amor e tesão?


Rodrigo Jorge Bucker - Niterói 2012

1 + 1 nunca é igual a 2

Tenho um lápis na mão e outro no bolso.
Logo, logo me vêm o equívoco de crer que tenho dois então.

To maluco!?
não.

Se eu caio no chão,
e depois meu caro amigo também,
então sou eu e ele ao chão.
Veja bem: "EU" e "ELE",
Logo: "EU" nunca é igual a "ELE".
Então, 
então...
alguém pode dizer: "Dois homens ao chão! Help!".
Mas quem tem razão?
Afinal, 
são dois? ou "EU" e "ELE", o meu irmão?

Assim como nunca coexistem dois grãos de areia iguais,
nunca esqueça meu rapaz,
que juntos ou sós, 
"EU" e "ELE",
sempre perto de dois, somos um infinito de mais.

                           
                         Rodrigo Jorge Bucker - Niterói 2012

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Aparência X Fatos

Aquele que julga pela aparência,
deveria se ater aos fatos.

Há tanta vadia na nobre,
quanto nobre na vadia.
Basta notar a vida e o passar do dia.

Ninguém pode ver o interior,
mas a estampa na calça sim.
Logo, todo mal entendido se espera,
na vida aqui na terra.

O mal entendido não é ruim, faz parte 
da vida e sua arte.

Apenas o Homem deve logo aprender, 
que nem todo dia é amanhecer.
E que nem toda noite é escurecer.
Muito menos se tratando da alma, ou mente,
de quem vai isso ver.

Existem muitas mulheres frágeis que fazem o mal, 
de forma pior e covarde.
Ao passo que há homens truculentos cheios de bem 
e bom talento.

Por detrás do barbudo pode haver
o bom e raçudo.

Por detrás da ovelha, 
pode haver,
o lobo que te espreita.

Assim é a vida.
Aja paciência para quem julga 
pela aparência.

Por isso aprenda logo,
logo que puder,
entenda, que a aparência,
as aparências,
são somente a ilusão dos fatos e vidências.


                      Rodrigo Jorge Bucker - Niterói 2012

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

A Partícula que Dói

Num mundo infinito,
talvez quantitativamente,
mas com certeza qualitativamente,
Existe uma partícula que dói.
Uma ínfima partícula que insiste em existir.

Nesse universo infinito e caleidoscópico,
Essa partícula, 
ainda tira cutícula.
A partícula se acha importante e segue adiante.
Ela têm livros na estante.

Algumas partículas bebem para não se perturbarem 
nesse semblante.
Outras usam calmantes.

Nesse semblante não há livro que caiba na estante.
Não há estante que caiba na sala.
Não há sala que caiba na casa.
Assim percebemos que a partícula realmente brilha, 
e é importante.
Pois realmente ela é maior do que todo o universo que habita.
Assim como o livro na estante.

O célebre não cabe em seu cérebro.

Assim a "cura" da dor da partícula,
não pode nunca advir do incidir no cérebro "de existir".

Perdida nesse universo, 
a partícula pode se achar ainda, 
perdida num bar.
Ou se encontrar na poesia que jorra, 
da mulata rebolar.

A partícula poeta pode ouvir música de fúsil
e tiro do piano.
A partícula faz parte de outro plano.
Daí desalento e desengano.
Ou amor 
e sabor.

A poesia trata da alma.
Enquanto a neurologia do cérebro.
O célebre, se constitui de alma (psiquê) 
e cérebro juntamente com outros órgãos (corpo físico).

A partícula senta à mesa, janta e vai dormir...
Agora ela é só "livro"...
A "estante" parece sumir adiante...

A partícula é o ser que sabe que é.
Enquanto o mundo simplesmente é o que é.

Desse conflito nasce a dor.

A dor a mantêm nesse ardor.

Como uma gota d'água,
que têm a tenção superficial para manter a sua existência.

Pensar em abolir a dor, 
é a ilusão da própria dor.

Na verdade abolir a dor é algo meio canibal,
que terminaria mal.

A partícula que se compreende pequena, 
torna-se grande e expande.
Justamente como o livro que não cabe na estante.
A partícula, sou eu, você, 
nesse instante.


                      Rodrigo Jorge Bucker - Niterói 2012

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Sociedade Androide

Tudo que mexe assusta aquele que está parado,
congelado ou dopado.

A sociedade Androide continua na sua marcha robótica,
em direção ao abolir da emoção.

Comportamento 
sem argumento.
Comportar rima e deriva 
de aprisionar.

A solução sempre foi a educação.
Mas todos sabemos que onde manda o capital selvagem,
A única saída tem se crido, 
é a prisão e sacanagem.

É fácil convencer 
"descerebrados" a crer,
que esse é o amanhecer.
Ver o sol nascer quadrado,
em casa, diante do monitor da TV.

Abobrinhas vezes abobrinhas,
até você obedecer 
e comprar o que o sistema quer lhe vender.

Money... money... money...

"Faça isso!"
"Se comporte assim!"
"Compre esse carro!"
"Não falte o compromisso!"
"Coloque o despertador!"
"Não se atrase nunca!"
"Cale a boca!"
"Se ficar difícil chamamos o Doutor!
Vai te dar um cala boca pra tomar, 
e você vai ter que engolir,
nem pense em cuspir!"

"Siga dopado com o sorriso pago!
Pago pelo sistema!"

Então no fim a ferrugem corrói a própria máquina.
E o paraíso se torna inferno.
Mas a vaidade, 
lhes fazem, 
morrer artificialmente sorrindo,
e de 
terno fino.

                 Rodrigo Jorge Bucker - Rio de Janeiro 2012

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Ver ou Enxergar?

Ver ou Enxergar?

Ele viu aquilo,
mas não enxergou.
Ele viu a pedra,
mas mesmo assim nela tropeçou.

Há cegos que enxergam muito mais que muita gente até de quatro olhos.
Há homens que vencem uma batalha com os braços para trás.

Ver ou enxergar?
O preconceito é totalmente cego.
A pessoa vê,
mas não é capaz de reconhecer
o equívoco que isso lhe trás.

Muita gente prefere tapar os olhos ou o sol com a peneira.
Mas o pior é sempre tapar a alma que quer enxergar.

Assim como existem muitos ricos pobres,
existem muitos videntes cegos.

Precisamos do olho para enxergar.
Mas assim como precisamos da luneta para ver a lua,
não há visão, 
sem um Homem na outra extremidade então.

Então, 
quem enxerga meu caro amigo?
Abra o seu olho e dê um sorriso.
E nunca esqueça, que o “cego”, 
pode ser o seu amigo.

                     
                  
                    Rodrigo Jorge Bucker – Niterói 2012

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Porta Xoxota - Alberto Carreteiro [P/ > 18 anos]


Mulheres,
sabem me pirar e fazerem o que querem.

Mulheres,
boas,
más ou normais.
Sabem me fazer querer mais,
e ir atrás,
perder a paz.

Mulheres,
acabam com minha razão,
me dão a loucura então,
a companhia da solidão,
o amor no chão,
na pia,
no fogão,
até mesmo no colchão.

Mulheres,
conseguem deturpar a mente 
do homem mais inteligente.
Carinho manso,
mas duras no peito de um mero homem 
que vara a noite sem descanso.
Pensando nela,
ela e aquela bunda dela.
O peito com seu trejeito,
a cruzada de perna que me faz pateta.
Não tenho chances nesse combate.
Então não luto,
apenas sou seu puto.

O homem é expulso dessa sua casa quando nasce,
e passa o resto da vida tentando voltar pra ela,
pela mesma porta,
porta formosa 
chamada xoxota.

                          
                Alberto Carreteiro – Niterói 2012

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Mendigos de Terno




Mundo doente...
Mendigos de terno pensam que são gente.

Mundo doente.
Sociedade industrial carente.
Esmolam amor.
Mas geram a própria dor.

O burguês come caviar.
Mas espera ninguém olhar pra poder arrotar.

Carentes eloquentes que matam muita gente.
Gostam de ver MMA na TV.
Mas não querem lutar.
Querem roubar.

Eles têm medo de apanhar.
Não suportam nem se arranhar.
Mas gostam de ver os outros se ferrar.

Muito sociólogo de papel.
De frescoróra pegando arzinho no saco ao léu.
E a noiva que mais deu ainda casa de véu.

Os mendigos de terno ainda posam de fraternos.
Valorizam seus ternos.
Que copiaram de modelos europeus.
Europeus que moravam em castelos.
Castelos que aparentam belos.
Mas que, quase sempre, em seus interiores existiam reis podres.
E não nobres.

Esses mendigos,
Na verdade mais pobres que qualquer um.
Não titubeiam em destruir vidas.
Isso em nome de suas vaidades e ruindades.

Pobres...
Vamos rir desses “nobres”.

Sinto muito, mas não me adapto a isso.
Uma ilusão total.
Um social descompromisso.
Bandido e omisso.

A burguesia fede mal.
E pensa poder comprar seu astral.
Na farmácia e tal...

Mendigo de terno é um bandido visto de perto.
A justiça já está feita.
Enquanto assim,
Eles cavam seu próprio fim.



                       Rodrigo Jorge Bucker – Niterói 2013

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Beleza Enjaulada

Quando um homem coloca um belo pássaro na gaiola,
ele busca congelar, 
petrificar a beleza daquele momento à voar.
Mas isso há de acabar.
Nunca podemos congelar aquilo que sabe voar.

É o mesmo que o matar ou torturar.
Assim como o amor e sua partida que não suportamos olhar,
o pássaro sabe e insiste em voar.

Na ilusão infantil de que podemos perdurar as coisas,
não contemplamos nem mesmo o momento maravilhoso do pássaro em seu voo orgulhoso.

O ego humano lhe confere todo mal humano.
Mas humano, demasiadamente humano.

O pássaro uma vez preso pode imitar essa característica humana,
e deixar de lado suas caçadas rasantes,
em nome de um suposto conforto e comida a gosto.

Mas jamais será pássaro se assim permanecer.
Será um pássaro enlouquecido,
enjaulado e ligando tão pouco.

A sabedoria mostra o poder do momento e a ilusão da eternidade.
Eternidade sempre rimou e rima com vaidade.

Vaidade rima com desumanidade.
Há de se ter a boa vaidade,
Que justamente lhe orgulha da simplicidade.

Há de se andar de cabeça erguida,
mas por saber que você manda em sua vida.
Há de voar pássaro...
Todo pássaro livre volta ao “dono” e seus braços.


                Rodrigo Jorge Bucker – Niterói - 2012

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Herói Sem Palmas

Palhaço sem riso
Diamante sem valor
Fui tudo isso e agora entendo com amor

Palhaço sem máscara
Amor sem dor
Fui tudo isso e compreendo o amor

Dinheiro sem nota
Casa sem porta
Gordo sem torta
Fui tudo isso

Dom Quixote sem Cervantes
Sexo sem amantes
Amor com calmantes
Tomei tudo isso e quase me matei de amor

Cachaça sem graça
Nuvem sem fumaça
Cidade pequena sem igreja
Bar sem cerveja
Tomei todas que alguém me pagou
Apenas me magoou
Remédio sem doença se chama amor

Palhaço sem circo
Criança sem brinquedo
Fumante sem isqueiro
Vaidade sem espelho

Fumaça sem cinza
Lucidez com pinga
Fui tudo isso
E descobri o amor

Música sem som
Visão na escuridão
Queda sem chão
Fui tudo isso meu irmão

Herói sem palmas é herói duas vezes.

               Rodrigo Jorge Bucker – Niterói 2012

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

O Gado e o Homem

Avistei aquele rebanho...
Haviam cercas por todos os lados,
e os gados ali, cercados.

Os homens haviam cercado muito bem aqueles gados.
À noite se reuniram em volta de uma grande fogueira,
Como era de costume.
Então no meio da conversa um indagou:
- Quem está cercado aqui?
A pergunta desnorteou todos.
E a resposta imediata do grupo foi:
- Ta maluco!?
O fazendeiro filósofo riu e retrucou:
- Será que eu sou o maluco?
Imperou o silêncio...
E aí ele chorou.
E disse em um tom alto, grosso sério e pontual:
- Passamos nossas vidas vigiando os gados. E eles não estão nem aí. Eles são gados e continuam livres independentemente de nossas cercas e atos. Nós somos os merdas aqui! Nós somos os reais prisioneiros!
Se o gado compreendesse nosso ato ele entenderia como maldade, e jamais seria “o gado” novamente. Seria meio homem! Seria meio mal! Então ele “escolhe” ser livre. Livre de nós! Estamos aqui cercando apenas a nós mesmos.
Imperou o silêncio...
Todos se entreolharam...
E choraram...
Num choro tão másculo e humano como nunca vi.
Realmente homens não choram. Homens derramam poesia por seus olhos.
Então no mesmo silêncio e sem um verbo que desse conta desse momento, todos e ao mesmo tempo abriram a porteira.
Então aquele fazendeiro filósofo disse ainda:
- Não esperem gratidão dos gados também não. Ou incorreriam no mesmo erro. Apenas sejam livres, livres juntos com seus irmãos gados.
Os homens secaram as lágrimas e ainda meio perdidos se mantiveram mudos.
Então um gado mugiu... Parecia agradecer.
Naquela fazenda ficou estabelecido que os gados só poderiam ser abatidos por meio da caça, e que nunca mais de um vaqueiro poderia caçar ao mesmo tempo o mesmo gado.
Naquela noite não foram os gados livres, não foram os gados que ganharam a liberdade. Mas sim, alguns vaqueiros. Vaqueiros que conheceram a filosofia e seu objetivo de sempre: A LIBERDADE.

                          Rodrigo Jorge Bucker - 2012

terça-feira, 19 de junho de 2012

Entrevista com Alberto Carreteiro

Alberto, é um prazer fazer essa entrevista com você aqui no meu Blog.

  • Ok, ok. Vamos direto ao assunto Rodrigo! Eu não gosto de blá blá blá não.

Rsrsrs, você é uma comédia Alberto.

  • Eu apenas sou muito sincero e falo a verdade sem papas na língua. Prefiro uma boca e uma língua gostosa de mulher na minha língua. Kkkkkkkkk.

Rsrsrsr, Ok. Essa entrevista vai ser boa. Rsrs.
Vamos lá Carreteiro... Eu tenho te dado espaço aqui no meu Blog com suas poesias, mas tenho recebido duras críticas ao modo como você literalmente se expressa. O que acha que incomoda tanto as pessoas nas suas poesias sexuais?

  • Eu creio, infelizmente, ser a palhaçada humana de sempre. Sempre a hipocrisia e medo social das pessoas se enxergarem como humanas e dotadas de emoções, sejam positivas ou negativas, assim como a sexualidade etc.

Interessante essa colocação. Você diria que na verdade é como se você apontasse os trincos no espelho que muitos fazem questão de esconder de si mesmos?

  • Com certeza Rodrigo! E é por isso que liberei para você todo o direito de colocar no seu Blog minha obra. Que como intitulou muito bem, é "poesia sexual" mesmo. Você é um cara extremamente inteligente! Obrigado!

Obrigado a você Carreteiro! Digo o mesmo pra você! Pra mim, e você sabe bem disso, o Blog é seu também.

Alberto Carreteiro, você começou a escrever as poesias sexuais por algum motivo especial, ou algum propósito em particular?

  • Eu sei bem que toda arte, assim como tudo em se tratando do ser humano, e brilhantemente como disse Fernando Pessoa, que pra mim é o maior gênio da poesia sem dúvida, ele disse: “Toda classificação é boa e útil mas falsa”. 
    Eu escrevo simplesmente para me divertir e divertir o público. 
    A sexualidade é marginalizada em nossa sociedade, justamente por ser encarada assim, como algo sujo e marginal, mas ninguém é obrigado a ver assim a coisa. A história de "pecadizar" o sexo é algo que é herdado do feudalismo, ligado à igreja e ao poder da burguesia. Hoje a coisa vai na mesma. Mudam-se um pouco as regras do jogo, mas é o mesmo jogo. E fazendo as pessoas crerem que devem se punir ou reprimir suas questões sexuais, é uma bela forma de manter essas pessoas longe das reais questões políticas que envolvem toda nação. Enquanto alguém passa sua vida se sentindo o pior dos piores por ter desejo sexual, seja heterossexual ou homossexual, a coisa vai assim, muito mal. 
    Foi justamente essa hipocrisia social que crucificou o próprio Jesus.

Alberto Carreteiro, o que diz a muitas feministas que dizem que você não passa de um cara metido a machão e galinha?

  • Hahahaha, galinha, elas adoram me chamar de galinha rsrs. Rodrigão, é o seguinte, as feministas são a própria hipocrisia de saia.
    Toda feminista que já namorei ou saí, pede pra eu falar todas essas sacanagens que sempre digo em minhas poesias, 
    lá na hora H.
    E olha que ainda me sugerem coisas, que nem mesmo eu, 
    já imaginei em minhas poesias mais quentes rsrs.
    As mulheres são os seres mais paradoxais que já conheci.
    Deve ter haver com tantas mudanças hormonais.
    As mulheres adoram pênis, disso todo mundo sabe. Mas quando Freud falou sobre a inveja do pênis, justamente tem haver com a questão do poder masculino sobre a fêmea na hora da relação sexual. Daí a expressão "comer", "eu comi ela" e tal, quem come é o homem, "ah ele comeu aquela mulher", comer é uma expressão que simboliza um ato ativo, de soberania, de domínio, de poder do macho sobre a fêmea. "E aí comeu?" rsrs.
    A mulher na sociedade atual cada vez mais tende a ocupar e disputar esse local, “o comer” com o próprio homem. Seja no mercado de trabalho, seja onde for, até mesmo na cama.
    E é aí que paradoxalmente, ela por um lado, deseja que o macho a possua virilmente, mas por outro lado, deseja a sua castração, a sua impotência, literalmente. E tem conseguido.
    Hoje vemos um número crescente de mulheres cometendo até crimes de assassinatos idênticos e pelos mesmos motivos que antes só os homens matavam. 
    Não sou machista, apenas sei que o feminismo ou qualquer “ismo” é sempre extremado e ruim. Se o machismo ou sociedade patriarcal era ruim, é justamente por ter sido um extremo também. Os extremos devem ser conhecidos e vividos sim, mas para que possamos nos manter mais no meio. Só podemos habitar o meio conhecendo seus extremos. Nem feminismo, nem machismo, mas sim, humanismo.
    A questão e o conflito moderno é totalmente este. Homens e mulheres se rearranjando na sociedade moderna.
    Talvez, e faz todo sentido, pensar que apostamos numa sociedade da aparência, justamente pelo feminino ser sempre muito voltado à aparência e vaidade física. Batons, maquiagem em geral, é uma boa analogia. A questão do politicamente correto é também essa, "politicamente correto" me lembra a imagem da mãe brigando com o filho que disse um palavrão. 
    O cidadão tem que ser correto e ponto, não tem esse papo de politicamente correto. Respeite a lei e ponto. Agora, ninguém tem obrigação de pensar igual a ninguém e muito menos a se comportar igual a ninguém, ou a ter as mesmas ideias que ninguém, oras bolas. Se as leis que já existem fossem 50% mais respeitadas já viveríamos num país muito melhor. Ficar inventando mais leis nunca foi solução nenhuma. Muito menos ficar dizendo como deve-se ou não fazer piadas ou andar na rua etc. Ficar superlotando o judiciário com processos de "fulaninho me ofendeu", só torna o que já é lento insuportável baby!
    As mulheres são figuras românticas de mais, buscam muito o "ideal" em suas fantasias, e realmente sonham com um príncipe  rico, educado, inteligente, romântico e com o pau duro na hora que elas desejarem. Em busca desse príncipe estão fabricando sapos.
    Penso que passamos por um momento necessário para que uma sociedade madura possa surgir depois que esse furacão feminista passar e perder força.
    A imagem que gosto desse momento é a figura do neurótico, que tenta segurar uma enorme e impossível quantidade de caixinhas ao mesmo tempo com seus braços, e que por fim, deixa cair tudo no chão.

Alberto Carreteiro!! Eu quero dizer que é uma honra sem antecedentes essa entrevista que você me concedeu. Quero dizer novamente que o Blog é seu também. E gostaria de terminar aqui com uma frase de Gandhi: “Comece por você a mudança que quer para o mundo”. Carreteiro muito Obrigado e parabéns!!

  • Rodrigo, você é um dos poetas e pensadores que mais me agradam atualmente. E o que mais gosto em você não são suas poesias propriamente, mas as ideias e ideais que vão juntos. Eu agradeço muito a você por esse espaço aqui, e vamos em frente! Um grande abraço. 
    Sabe, é interessante a sensação de ter uma ligação muito forte com suas ideias. Abraço!

Alberto Carreteiro é um homem muito simples, quem o vê andando nas ruas de Niterói não pode imaginar que mora numa grande cobertura com vista pro mar em Icaraí. 

Obrigado a todos!


                        Rodrigo Jorge Bucker - Niterói 2012

terça-feira, 5 de junho de 2012

ETvindo - Coisas de Sexo

-->
Hoje cismei de ir lá...

Não sei o que há comigo, não sei o que me faz ir sem parar ver aquele povo.

Haviam vários seres, a principal diferença física que notei entre eles era o fato de uns terem uma espécie de objeto cilíndrico entre os membros inferiores e outros terem apenas um orifício.

Então quis entender um pouco mais sobre essa marcante diferença.

Passei a notar que os seres de cilindros passavam a vida inteira juntando uns papeis pintados, com os quais tinham poder e atraíam esses outros seres por isso.

Aquele papel impressionantemente e loucamente dava a beleza aos feios e nobreza aos bandidos.

Então aquele que tivesse mais papel pintado conseguia comprar as melhores gaiolas automotivas e como consequência conseguia atrair esses outros seres com orifícios entre os membros inferiores.

Muitos desses seres com orifícios tinham uma atração fascinante por essas gaiolas que andavam nas pistas.

E o mais incrível é que passavam toda uma vida nessa busca, e por fim o único objetivo e maior de todos era se encontrar e se unir por esses apetrechos estranhos. Os seres com cilindros introduziam seus cilindros dentro desses orifícios dos outros seres e no final havia uma comemoração estranha e agitada.

Muitos deles nunca mais se viam.

Algo intrigante me chamou muito a atenção, alguns ali explicavam esse fato baseando-o num suposto instinto de reprodução entre as espécies. Mas era evidente que a maioria fazia aquilo sem querer se reproduzir simplesmente. Então era como se esses seres tivessem um certo domínio por tais instintos.

Algo um pouco evoluído pensei eu.

Bom nesse dia voltei pra marte me achando realmente um ET, uffff ainda bem.


ETvindo – Marte 2012



Tradução humana


O ETvindo se deparou hoje com a sexualidade humana e constatou que haviam homens e mulheres.

Viu também a importância dada por essa sociedade ao sexo e o desejo inconsciente das pessoas de realmente se aproximarem umas das outras. Caracterizando um ato sexual.

No meu ponto de vista a relação sexual é o momento que temos de "mais próximo ao outro", quase numa tentativa de ocupar o lugar do outro. Não é por acaso que muitos problemas psíquicos interferem no campo sexual. Não é por acaso que dizemos "perder a razão", ou "você me leva a loucura!". 
Não é por acaso que a sexualidade ganha um caráter filosófico e religioso em alguns lugares do oriente.

A questão sexual é realmente o que há de mais forte no ser humano, mais forte que o desejo de se alimentar até. Por isso foi motivo de atenção exacerbada de Freud e outros. Há uma relação do poder altamente ligado a isso. Ironicamente ou não a verdade é que Freud era um taradão e louco pelo poder. Mas até mesmo por isso teve sacadas geniais, outra banais mesmo. 

ETvindo percebeu o poder muitas vezes visível no status de quem tem essas “gaiolas automotivas” (automóveis) que mencionou.

Muitos homens tendem a buscar suprir suas carências sexuais como ter um pênis pequeno etc, literalmente por um maior, uma “prótese” maior, um grande carro, ou uma arma de fogo. Talvez fosse mais apropriado um cassetete rs.

ETvindo notou também e se chocou com a figura do dinheiro, pra ele apenas um papel pintado. Se observarmos bem ETvindo notaremos uma grande semelhança da sua figura com a de uma criança, e realmente uma criança é como um ET que acabou de nos chegar. Ingênua e carente das relações sociais que vão a transformar. Neutra em seus valores. Por isso uma sociedade deve ser avaliada por conta de como ela trata suas crianças, o resto é balela, literalmente pra boi dormir. Um abraço a todos.

A loucura depende sempre do foco de quem olha.


                      Rodrigo Jorge Bucker – Niterói 2012